Política | 17-01-2024 15:00

PSD corre o risco de desaparecer no distrito de Santarém

PSD corre o risco de desaparecer no distrito de Santarém
João Moura é deputado do PSD pelo distrito de Santarém há quatro legislaturas mas é um desconhecido fora do concelho de Ourém. Com ele como líder o PSD corre o risco de desaparecer no governo das autarquias ribatejanas

O PSD vive uma crise na região ribatejana que pode fazer com que o partido se torne irrelevante no governo das autarquias mas também na representação parlamentar. João Moura é o político que todos acham fraquinho e sem condições para ser líder, mas a verdade é que o seu reinado parece que ainda não chegou ao fim com a nova liderança de Luís Montenegro.

O PSD corre o risco de desaparecer no distrito de Santarém ao nível autárquico, mas também já nas próximas eleições legislativas de Março, a confiar na falta de renovação dos seus deputados e autarcas. No segundo caso, que é o que mais interessa, embora estejamos a falar de eleições só daqui a dois anos, o partido corre o risco de ficar só com as câmaras de Ourém e Rio Maior. No Sardoal, Miguel Borges não tem substituto à vista, e nas últimas eleições a vitória já foi a cortar as unhas; em Mação acontece a mesma situação com o actual presidente. Ricardo Gonçalves, em Santarém, já não se pode candidatar, e tudo aponta para que o Partido Socialista apresente um candidato forte, longe de todos os interesses ligados a Rui Barreiro, que fizeram com que o PS perdesse a capital de uma região que era o barómetro do país quando se faziam estudos e sondagens. Em Santarém, o PSD ainda não tem candidato assumido para substituir Ricardo Goncalves, embora tudo aponte para João Leite, o actual vice presidente, que tem tentado mostrar serviço. Num concelho que sempre foi socialista, com um candidato forte do PS, João Leite precisa de muita ajuda do PSD para ganhar o eleitorado que Ricardo Gonçalves conseguiu segurar depois de Moita Flores ter deixado a câmara para concorrer (e perder) à Câmara de Oeiras.
A confiar nos avanços do PS no Sardoal e Mação, assim como na mais que certa aposta em Pedro Ribeiro para Santarém, o PS pode ficar perto de fazer o pleno ao nível dos 23 concelhos do Ribatejo. Benavente é um caso à parte onde a CDU certamente vai manter o seu poder político independentemente do candidato.

João Moura sem provas dadas
João Moura, o presidente da distrital laranja, quer voltar a ser cabeça de lista nas eleições de Março, o que não é de espantar. O presidente da Assembleia Municipal de Ourém é um bom exemplo do político agarrado ao lugar, embora o seu trabalho como deputado e líder distrital deixe muito a desejar. João Moura já vai no seu quarto mandato como deputado pelo distrito e ainda é uma fraca figura, comparado com os anteriores líderes da região como Miguel Relvas e Vasco Cunha.
João Moura não tem falta de inimigos dentro do PSD, mas nenhum tem coragem para mobilizar as hostes e afrontá-lo, talvez porque a maioria também vive na sombra e beneficia do mesmo ambiente que leva à reeleição dos políticos sem provas dadas, apenas suportada no poder partidário exercido muitas vezes como vem nos livros: "secam tudo à sua volta, a exemplo dos eucaliptos, e assim podem exercer a sua força castradora e redutora". João Moura não tem trabalho para mostrar, como é considerado no seu concelho mais como empresário do que como político, e o seu melhor amigo na política, que ele já conseguiu incluir em quinto lugar numa lista de deputados, é Rui Rufino, um ex-vereador do PSD na Câmara da Chamusca, líder da concelhia local, que não tem discurso nem currículo, e politicamente é um verdadeiro verbo de encher ao serviço de João Moura e dos seus interesses no controlo do partido.
Na Chamusca, Rui Rufino consegue que o actual presidente da junta, Rui Martinho, que é o homem mais popular do partido no concelho, não vá às reuniões do partido por não suportar a idiotice do seu camarada.
João Moura é considerado, pela grande maioria dos seus camaradas, como muito fraquinho, e não faltam exemplos da falta de jeito político para ser líder do PSD, como foi o caso da defesa de Tancos para futuro aeroporto internacional de Lisboa, em que andou a lutar contra moinhos de vento. Curiosamente, quando apareceu o projecto Megallan 500 para Santarém, João Moura foi o primeiro a dar a cara numa reportagem da SIC, o que na altura fez corar de vergonha os seus camaradas e deixou estupefactos os promotores do projecto.

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