Política | 16-03-2024 07:00

Distrital de Santarém do PS defende que crescimento do Chega exige reflexão

Os socialistas, que em 2022 saíram vitoriosos em 20 dos 21 concelhos do distrito de Santarém, perderam no domingo cinco concelhos para a AD e dois para o Chega, registando uma queda de 13% relativamente às eleições de 2022.

O presidente da Federação Distrital de Santarém do PS, Hugo Costa, considerou que os resultados do Chega nas eleições legislativas de domingo, no distrito e a nível nacional, merecem “uma reflexão por parte de todos os partidos políticos”. “Temos de perceber porque nós, partidos, e não apenas o PS em particular, não estamos a conseguir dar resposta, até porque o Chega, no caso específico de Santarém, é a segunda força política em alguns concelhos”, afirmou Hugo Sousa, em declarações à Lusa.
Hugo Costa, que estava em segundo lugar na lista do PS, destacou ainda que os socialistas devem olhar “com muita atenção” para os concelhos que perderam para o Chega (Benavente e Salvaterra de Magos) e tentar perceber “por que razão as pessoas estão desesperadas e votam em partidos extremistas”. De qualquer forma, Hugo Costa considerou que os socialistas alcançaram “um bom resultado” no distrito de Santarém, salientando que é primeira vez” que o PS vence no distrito, não vencendo a nível nacional.
Também em declarações à Lusa, João Moura, presidente da Distrital de Santarém do PSD e que foi eleito deputado no domingo nas listas da AD, considerou que os resultados das legislativas “demonstram que os portugueses não querem mais o Partido Socialista à frente dos destinos do país”. Em Santarém, acrescentou, os resultados são também “um valente cartão amarelo à governação do PS” que, nos últimos anos, deixou o distrito “cheio de desinvestimento”.
João Moura deixou ainda críticas à Comissão Nacional de Eleições, referindo que a confusão entre a AD e o partido ADN (Alternativa Democrática Nacional) foi “particularmente grave no distrito de Santarém”, uma vez que “as duas siglas estavam imediatamente uma a seguir à outra”, havendo “exemplos práticos e concretos de pessoas que se enganaram”.
Por sua vez, o cabeça de lista do Chega por Santarém, Pedro Frazão, atribuiu a eleição de três deputados no distrito “às bandeiras políticas na defesa das tradições, da agricultura e da família”, que são temas que “tocam bastante no coração das pessoas”. Pedro Frazão, que é também vereador da Câmara de Santarém, considerou ainda que os resultados positivos do Chega nas eleições de domingo, inclusive no distrito de Santarém, devem-se igualmente à transferência de votos dos abstencionistas para o partido. “Esta mobilização está relacionada com o fenómeno do Chega e com a nova frescura política de André Ventura [líder do partido] em Portugal”, acrescentou.

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