Política | 17-03-2024 18:00

Advogado Filipe Valente foi o escolhido para completar executivo da Junta de VFX

Advogado Filipe Valente foi o escolhido para completar executivo da Junta de VFX
Filipe Valente diz ter aceite o desafio pela amizade de infância que tem com Ricardo Carvalho, presidente da Junta de Vila Franca de Xira

Eleitos criticaram executivo socialista por terem sabido da convocação da assembleia de freguesia para eleger um novo elemento em primeira mão através de O MIRANTE. Filipe Valente disse aceitar o cargo de forma “totalmente descomprometida” e por amizade pessoal com o actual presidente da junta.

Com seis votos a favor, quatro contra e três abstenções o advogado Filipe Valente foi eleito na primeira semana de Março numa assembleia de freguesia extraordinária para integrar o executivo da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira sucedendo ao tesoureiro José Guerreiro que renunciou ao mandato em Fevereiro.
Filipe Valente aceitou o desafio de integrar o executivo por amizade pessoal ao actual presidente da junta, Ricardo Carvalho, e disse fazê-lo de forma “totalmente descomprometida”. O presidente, Ricardo Carvalho, lembrou que Filipe Valente “é uma pessoa com a qual não há nada a apontar, extraordinário em termos profissionais e uma das melhores pessoas que conheci na vida”. Ricardo Carvalho disse estar muito honrado por o ter ao seu lado nesta recta final do mandato.
Na discussão política que se seguiu Rute Pato Ferreira, da coligação Nova Geração (PSD/PPM/MPT), criticou o PS lembrando que as demissões já fazem parte da história do partido na junta de freguesia e que com a saída de José Guerreiro se assistiu à terceira demissão este mandato. “O que se está a passar para isto acontecer? O que está mal? Gostávamos de ajudar mas para isso precisávamos de saber. Já parecem maçãs maduras a cair”, criticou.
Também o independente Bruno Martins disse estar perante “uma tragédia cómica” e criticou um executivo que, considerou, “começou mal, teve um meio pior e agora está a ter um final terrível”, ironizando que está a ser “uma porta giratória para membros do executivo”. E João Conceição, da bancada da CDU, criticou as três renúncias ao mandato. “É um executivo de sobrevivência do PS para, até 2025, não deitar a toalha ao chão. Mas está à vista de todos que as desistências são evidentes, restam dois dos cinco eleitos que existiam”, criticou.
Na resposta Filipe Valente disse não ter gostado da forma como a assembleia discutiu a sua eleição para o cargo. “Tenho muita dificuldade em identificar-me com a política que se faz nesta assembleia e o defeito será certamente meu”, confessou. O presidente da junta, Ricardo Carvalho, lembrou que José Guerreiro renunciou ao cargo por motivos pessoais para prosseguir objectivos pessoais na sua carreira e lembrou todo o esforço feito para que a freguesia chegasse onde chegou.
Recorde-se que o tesoureiro do executivo, José Guerreiro, que estava na junta a meio tempo e conciliava essas funções com a sua vida profissional desde 2017, renunciou ao mandato e tornou-se no terceiro nome a abandonar o executivo socialista depois de João Santos (o presidente eleito em 2021) e Zilda Martins. No executivo vão manter-se Ricardo Carvalho, Sofia Lixa e Ana Rodrigues. O cargo de tesoureiro fica agora nas mãos de Mónica Ramos. A presidente da assembleia de freguesia, Madalena Lage, disse na assembleia ter ficado surpreendida por saber do agendamento da eleição de um novo eleito para o executivo através de O MIRANTE. “A assembleia ainda não estava convocada e a ordem de trabalhos ainda não estava consensualizada entre as bancadas. Este é o meu papel e não deve ser usurpado pelo presidente da junta”, criticou Madalena Lage.

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