Política | 11-05-2024 15:00

Oposição em Tomar chumba contas de 2023

Oposição em Tomar chumba contas de 2023
Presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, fala em atrasos nas linhas de financiamento e aumento da despesa por causa da Festa dos Tabuleiros

Assembleia Municipal de Tomar reprovou prestação de contas de 2023 com duras críticas à gestão socialista, essencialmente devido à baixa taxa de execução orçamental e falta de investimento.

A Assembleia Municipal de Tomar reprovou a prestação de contas do município no exercício de 2023, com 17 votos contra (PSD, CDS, Chega, CDU e BE) e 15 a favor (PS e InN). A opinião dos deputados dos partidos políticos que votaram contra foi unânimes com duras críticas à governação socialista, nomeadamente a falta de estratégia e baixa taxa de execução orçamental, que se situa nos 73%.
Américo Costa (Chega) abordou a disparidade entre despesas e receitas em quase dois milhões de euros, apontando para um “desequilíbrio financeiro” que coloca em risco a estabilidade económica do município. O deputado Paulo Mendes (BE) alertou que o município não cumpriu a taxa de execução de 85% prevista pela lei, além do grau de dependência muito elevado das receitas do Estado. “Não se pode dar continuidade a esta desgovernação em que aparentemente não há estratégia e que compromete seriamente a gestão orçamental e financeira do município, quer no imediato quer no futuro”, frisou o deputado do Bloco de Esquerda, acrescentando que é necessário adoptar uma estratégia que vá ao encontro das reais necessidades do concelho.
Além disso, António Lourenço dos Santos (PSD) e Bruno Graça (CDU) destacaram a falta de medidas para atrair investimento, promover o desenvolvimento económico e criar emprego, combatendo o envelhecimento da população e a perda de habitantes. Ricardo Carlos (PSD) apontou para cerca de oito milhões de euros de investimento que estavam orçamentados e não foram realizados, nomeadamente nas obras de saneamento no centro histórico, requalificação da Escola Gualdim Pais, reabilitação do Jardim-de-Infância Raul Lopes e novo skate parque, entre outros. “Cada vez mais caminhamos para uma total dependência do turismo como o único sector de actividade em Tomar, não fazemos investimento nenhum noutra matéria que não seja no turismo”, referiu Francisco Tavares (CDS), realçando a falta de investimento no empreendedorismo.
“É verdade que em 2023 a execução ficou um pouco abaixo das expectativas, mas aquilo que eram as expectativas para a execução orçamental em 2023 nalguns grandes números efectivamente não se puderam concretizar”, afirmou o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS). O autarca explicou as condicionantes que contribuíram para esse resultado, essencialmente os atrasos nas linhas de financiamento para obras e na assinatura dos protocolos com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) que só se realizou em Setembro e no início deste ano.
O município de Tomar registou despesas no valor de 39,7 milhões de euros em 2023, o que significa um acréscimo de 13,8% em relação ao ano anterior, justificado, essencialmente, pelo aumento das despesas com pessoal que atingiu o valor de 13,2 milhões de euros. O presidente da câmara sublinhou ainda a Festa dos Tabuleiros como uma das razões para o aumento das despesas no ano transacto. As receitas representaram um valor de 37,9 milhões de euros.

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