Autarca do Entroncamento acusa câmara de descarregar lixo em terrenos urbanos
Vereador Luís Forinho diz que o município está a descarregar lixo em terrenos urbanos no concelho do Entroncamento. Presidente da câmara refere que vai averiguar, mas que a autarquia tem procedido sempre de forma correcta.
Na sessão camarária do Entroncamento o vereador Luís Forinho acusou a câmara municipal de descarregar o lixo recolhido das ruas em terrenos urbanos do concelho, afirmando que se trata de um “crime ambiental”. Na reposta, a presidente da câmara, Ilda Joaquim, refutou as acusações e afirmou que o município tem procedido correctamente na colocação dos resíduos.
Luís Forinho afirmou que são recolhidos vários resíduos das ruas, sendo alguns extremamente poluentes e que, por essa razão, não devem ser descarregados e “amontoados” em terrenos urbanos. O vereador salienta ainda que é necessário os detritos serem recolhidos por empresas certificadas e diz ter visto outra empresa, para além da contratada pela câmara (a Plena Via), a fazer este tipo de serviços. “Segundo me consta, a empresa Astroservice foi contactada por um senhor, proprietário de uma empresa em Ourém, para que a AstroService pudesse pôr um contentor de resíduos dentro das instalações arrendadas pela câmara para recolhas selectivas, sem contrato escrito entre as duas empresas ou procuração da câmara municipal para que o senhor pudesse representar a mesma”, referiu. O vereador salientou que a 16 de Fevereiro alguns funcionários camarários procederam à recolha de alguns inertes, mas que muitos ainda não foram recolhidos e que o próprio fez uma denúncia sobre a situação.
A presidente de câmara, Ilda Joaquim, afirmou que os resíduos recolhidos das vias são depositados num de dois locais: um na zona norte e outro na zona sul. A autarca acrescentou que existe um contrato com a Plena Via para instalação de contentores de recolha do lixo, mas que se a empresa “tem outros sub-contratados” para os serviços, como as empresas citadas, a câmara desconhece essa informação. Ilda Joaquim salientou também que já houve vistorias por diferentes entidades do ambiente sobre a recolha de resíduos e que todas concluíram que a câmara estava a proceder bem. “Entretanto, se alguma coisa mudou ou correu mal, iremos averiguar porque ninguém tem mais interesse na defesa do meio ambiente do que eu e todos aqueles que estamos em exercício de funções”, acrescentou.