Política | 28-02-2025 21:00

Presidente da Junta do Sardoal recorre ao tribunal depois de acusações da concelhia do PSD

Presidente da Junta do Sardoal recorre ao tribunal depois de acusações da concelhia do PSD
Miguel Alves

Continua o clima de tensão na vida política do Sardoal, com o desentendimento entre a concelhia do PSD e o presidente da Junta de Freguesia do Sardoal, Miguel Alves (PS).

O presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, Miguel Alves, vai apresentar uma participação criminal contra o vice-presidente da concelhia do PSD de Sardoal, Pedro Rosa, que deu a cara por um comunicado onde pediu a demissão imediata do autarca e afirmou existir um “conjunto de ilegalidades e de procedimentos que não são correctos”, salientando a falsificação de alguns documentos que foram presentes à assembleia de freguesia do Sardoal. Segundo o PSD, o presidente da junta colocou um documento à votação que está ferido de ilegalidade, porque é autenticado por elementos que não faziam parte da junta de freguesia àquela dada”, afirmou Pedro Rosa. O caso foi remetido para a Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL).
Miguel Alves refere agora que “as declarações proferidas são de carácter difamatório e calunioso, atentam gravemente contra o bom nome, honra e reputação do presidente e desta instituição, revelando uma clara intenção eleitoralista e de desestabilização política”, lê-se num comunicado enviado para a redacção de O MIRANTE. A mesma nota refere ainda que é “com profunda decepção que constatamos a utilização de falsidades e insinuações maliciosas, estrategicamente divulgadas em período pré-eleitoral, com o único intuito de macular a imagem do presidente e da junta de freguesia junto da população. As alegações de que o presidente teria falsificado ou manipulado documentos são categoricamente falsas e carecem de qualquer fundamento. Tratou-se, na realidade, de um mero lapso desprovido de qualquer intenção e má-fé, prontamente esclarecido e regularizado em sede própria, logo que identificado”, lê-se no documento, que acrescenta: “importa sublinhar que o vice-presidente da Comissão Política do PSD, consciente da falsidade dos factos que imputou, insistiu em replicar o teor difamatório do comunicado em diversas entrevistas à comunicação social, ampliando o dano causado. Tal conduta, além de eticamente reprovável, configura crime de difamação e calúnia, nos termos da legislação Penal”.
Recorde-se que o presidente da junta já tinha rejeitado as acusações. “Nós não falsificámos rigorosamente nada. Aquilo trata-se de um programa, a Oficina do Reformado, que apoia idosos ao nível só de mão-de-obra. Os funcionários da junta deslocam-se à casa das pessoas para mudar um móvel, para a colocação de alguns suportes, a mudar alguma lâmpada, um tubo de gás que esteja para substituir”, disse o socialista Miguel Alves. Contudo, o autarca admitiu uma “gaffe” numa assinatura.

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