Política | 28-02-2025 07:00

Viver Santarém altera estatutos para assumir gestão do mercado municipal da cidade

Viver Santarém altera estatutos para assumir gestão do mercado municipal da cidade
Carlos Coutinho (de pé), administrador da Viver Santarém, foi à reunião de câmara falar sobre a gestão do mercado municipal

A Câmara de Santarém aprovou a alteração de estatutos da Viver Santarém para permitir à empresa municipal, ligada ao desporto e lazer, que possa tomar conta do renovado mercado da cidade. O emblemático espaço está fechado desde o Verão de 2019, tendo recebido morosas e dispendiosas obras.

O executivo da Câmara de Santarém aprovou na reunião de 24 de Fevereiro a proposta de alteração de estatutos da empresa municipal Viver Santarém, numa altura em que esta entidade se apresta para assumir a gestão do mercado municipal da cidade, que deve abrir em breve após morosas obras de remodelação. A proposta visou adaptar os estatutos da Viver Santarém à nova realidade, pois até aqui a actividade da empresa estava vocacionada sobretudo para a gestão de espaços e equipamentos desportivos e de lazer municipais.
Na mesma sessão foi também aprovada a proposta de minuta de contrato-programa específico e estudo de viabilidade previsional que fundamenta o valor de subsídio a atribuir pela autarquia à exploração do Mercado Municipal de Santarém. Em ambos os pontos, a vereadora do Chega votou contra por defender um conceito diferente de gestão e exploração para o mercado. Manuela Estêvão considerou que passar a gestão para a Viver Santarém é um erro em cima de outros já cometidos no processo e vincou que o seu partido demarca-se dessa opção.
Carlos Coutinho, presidente da administração da Viver Santarém, referiu que com a alteração dos estatutos a empresa municipal passa a poder efectuar despesas relacionadas com o mercado municipal. Acrescentou que o objectivo agora é dar uma melhor resposta, rápida e assertiva, no âmbito das novas responsabilidades que foram atribuídas à entidade que lidera. Quanto ao futuro, ressalvou que todo o processo é dinâmico e que, mais tarde, podem ser equacionadas outras opções quanto ao modelo de gestão do espaço.
O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), afirmou que a intenção é que o previsível défice de exploração do mercado venha a ser reduzido ou mesmo anulado através de fontes de receita provenientes de novos espaços e novos parceiros que se queiram instalar no espaço. E sublinhou que o mercado é importante para a vitalidade do centro histórico e um equipamento onde a autarquia deve investir.
Já o vereador Manuel Afonso (PS) defendeu que se deve trabalhar no sentido de o mercado dar a menor despesa possível e que criarem-se rapidamente condições para que o espaço possa reabrir, após quase seis anos fechado para obras. Depois se verá se este é o modelo de gestão ideal ou se os futuros eleitos têm outras ideias. “Mas o mercado nunca será para dar lucro ao município”, vincou.

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