Política | 25-03-2025 18:17

Ex-deputado por Santarém, António Gameiro, é arguido no caso da Federação de Futebol

Ex-deputado por Santarém, António Gameiro, é arguido no caso da Federação de Futebol

O político de Ourém já tinha sido alvo de buscas por causa de um negócio imobiliário no Algarve.

O ex-deputado do PS pelo distrito de Santarém, António Gameiro, foi constituído arguido por suspeitas de condutas ilícitas relacionadas com a venda da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), situada na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa. O político de Ourém é um dos principais suspeitos, juntamente com Paulo Lourenço, antigo secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol, no mandato de Fernando Gomes, que foi agora eleito presidente do Comité Olímpico de Portugal.
António Gameiro foi deputado do PS em cinco legislaturas, tendo saído de funções em 2023, tendo sido também presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal. A investigação a este caso começou em 2021, ano em que a Judiciária fez buscas na casa de António Gameiro, no dia 13 de Abril, numa operação em que foi detida por corrupção a presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, Conceição Cabrita, no âmbito de uma investigação a um negócio imobiliário que envolveu a venda de um terreno em Monte Gordo por 5,6 milhões de euros.
Em relação a esta investigação relacionada com a Federação, o director nacional da PJ, Luís Neves, informou que foram cumpridos 20 mandados de busca a pessoas singulares e colectivas, incluindo sociedades de advogados. O Ministério Público deu autorização para a apreensão de computadores, telemóveis e outros suportes informáticos relevantes.
A direcção da FPF diz que foi surpreendida com a realização de buscas na sua sede “no âmbito de um processo que envolve a investigação de negócios relativos a anteriores mandatos, nomeadamente aos anos entre 2016 e 2020”. Em comunicado a federação refere que a investigação integra “factualidade suscetível de integrar crimes de corrupção activa, recebimento indevido de vantagem, corrupção passiva, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada”, segundo o mandado de busca e apreensão.
A Polícia Judiciária desencadeou a operação policial de busca e apreensão em domicílios, instituição bancária, estabelecimentos e sociedades de advogados, nos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém. As diligências foram executadas por 65 inspetores e 15 especialistas de Polícia Científica da PJ, contando ainda com a participação de cinco juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Público e quatro representantes da Ordem dos Advogados.

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