Política | 29-11-2025 18:00

Câmara do Cartaxo aprova objectivos estratégicos para avaliar desempenho dos funcionários

Câmara do Cartaxo aprova objectivos estratégicos para avaliar desempenho dos funcionários
João Heitor

Proposta define cinco metas globais para organizar a gestão municipal e que vão orientar a futura avaliação dos departamentos do município e dos trabalhadores.

A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou, na reunião de 20 de Novembro, os cinco objectivos estratégicos que vão orientar a futura avaliação da autarquia no âmbito do SIADAP — o Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho na Administração Pública. O documento, que define as linhas gerais do que será medido entre 2026 e 2029, foi aprovado por maioria, com o voto contra do vereador socialista Ricardo Magalhães.
A vereadora Fátima Vinagre explicou que esta é a primeira vez que o município consegue dar este passo, porque o SIADAP exige a existência de chefias intermédias e de departamentos estruturados, algo que a autarca afirma que até agora não estava totalmente implementado. “Estamos finalmente em condições de definir os objectivos estratégicos que vão permitir planear e avaliar a organização”, salientou, sublinhando que, nesta fase, apenas duas divisões têm dirigentes e podem entrar já no sistema. Os cinco objectivos aprovados pretendem orientar a actuação global da câmara entre 2026 e 2029 e incluem áreas como gestão autárquica, coesão social, desenvolvimento económico e social, cidadania activa, inovação e competitividade.
Apesar de reconhecer a importância do SIADAP, o vereador socialista Ricardo Magalhães considerou que os objectivos apresentados são demasiado amplos e repetem temas entre si, tornando difícil, no futuro, definir metas claras e medir resultados. Fátima Vinagre contrapôs dizendo que esta etapa corresponde apenas à definição dos objectivos gerais do município e que a criação de metas específicas será feita internamente ao longo de 2026, à medida que mais departamentos forem integrados no SIADAP. O presidente João Heitor reforçou a ideia de que o documento “não está escrito na pedra” e será ajustado ao longo do tempo. Sublinhou ainda que estes objectivos estratégicos não servem para avaliar trabalhadores individualmente, mas constituem a base para a definição posterior dos objectivos específicos de dirigentes e funcionários.

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