Câmara do Cartaxo com falta de trabalhadores está limitada nas contratações
O município perdeu cerca de 13 funcionários em 2025, com o executivo a apontar restrições do PAM (Programa de Ajustamento Municipal) como principal obstáculo à contratação.
A redução do número de trabalhadores municipais e a dificuldade em reforçar os quadros da autarquia do Cartaxo foi tema de debate na assembleia municipal, no âmbito do relatório de actividades e da situação financeira do município. O deputado Vasco Casimiro (PS) começou por elogiar o trabalho desenvolvido pelos funcionários municipais, defendendo que o relatório reflecte o esforço diário de centenas de trabalhadores em todo o concelho. Contudo, o socialista manifestou preocupação com a redução de cerca de 13 trabalhadores no quadro efectivo, entre 1 de Janeiro e 31 de Outubro de 2025, questionando se existe uma estratégia de médio ou longo prazo para o recrutamento e retenção de talento. O presidente da câmara, João Heitor, reconheceu que o município tem menos trabalhadores do que aqueles de que necessita, admitindo que essa falta pesa diariamente sobre quem está em funções. O autarca explicou que as limitações impostas pelo Programa de Ajustamento Municipal (PAM) condicionam fortemente a contratação, quer em número de trabalhadores, quer nos custos associados aos recursos humanos, mas garantiu que a câmara continuará a contratar sempre que possível. “Naturalmente que vamos contratar mais pessoas, não vamos é contratar todas as que precisávamos porque não conseguimos. E de facto, é de louvar o trabalho que tem sido realizado no município, pois o que temos conseguido fazer é sem dúvida nenhuma o resultado de muito esforço e dedicação dos trabalhadores municipais em todas as áreas”, sublinhou.
Vasco Casimiro sublinhou ainda a importância do contínuo investimento na formação dos trabalhadores e chamou a atenção para a elevada média de idades dos funcionários municipais, com muitos próximos da idade da reforma. João Heitor respondeu que “nunca houve tanto investimento em formação em recursos humanos como agora”, garantindo que esta é uma área estratégica para o município. Quanto ao envelhecimento dos quadros, o presidente da Câmara admitiu tratar-se de uma preocupação real, face ao elevado número de reformas anuais, mas assegurou que o município tem conseguido estabilizar as áreas operacionais “com grande esforço”.


