Política | 03-01-2026 12:02

Vila Franca de Xira continua sem executivo na junta e em risco de eleições intercalares

Vila Franca de Xira continua sem executivo na junta e em risco de eleições intercalares

Depois de Alverca, Alhandra e Castanheira, agora é a vez da junta de freguesia da sede de concelho estar numa situação de ingovernabilidade. Nenhuma força política ajudou Ricardo Carvalho (PS), o presidente eleito, a formar executivo, situação que está a paralisar a junta. Num primeiro momento a CDU pareceu dar luz verde para Pedro Santos, que foi candidato daquela força política nas autárquicas, integrar o executivo, mas na última assembleia os eleitos da CDU acabaram por não aprovar o nome.

A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira está numa situação de ingovernabilidade e, se nenhum acordo for firmado até ao final deste mês para constituir executivo, o presidente eleito, Ricardo Carvalho (PS), admite ter de ir para eleições intercalares e os moradores vão ser chamados novamente às urnas.
Isto depois de nenhuma das forças políticas eleitas - Nova Geração (PS/IL), CDU e Chega - ter ajudado os socialistas a formar executivo. O PS tem apenas 4 eleitos dos 5 que compõem o executivo. Um cenário semelhante ao que aconteceu na União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz e na União de Freguesias da Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras. Nestas últimas os impasses já foram ultrapassados.
Em Vila Franca de Xira o cenário parece mais complicado. Num primeiro momento a CDU pareceu ter-se disponibilizado para que Pedro Santos, que foi o seu candidato, integrasse o executivo, chegando mesmo a haver contactos directos entre ele e o presidente da junta. No entanto, na última assembleia de freguesia, quando tudo parecia firmado para que o nome de Pedro Santos constasse no executivo, os eleitos da CDU surpreenderam tudo e todos ao não aprovar o nome, considerando que o presidente da junta não realizou os contactos suficientes nem construiu as pontes necessárias para um entendimento. Um momento que deixou todos os eleitos surpreendidos, havendo mesmo quem acusasse a CDU de ter feito um volte-face político, depois de num primeiro momento, em Alverca, ter aceite que um eleito do PS integrasse o executivo e Rita Merenda (PS) passasse a ser a presidente da assembleia de freguesia para poder governar. Em Vila Franca de Xira isso pareceu ainda não ter acontecido. A única esperança de entendimento reside agora em Renato Rosinha, da Coligação Nova Geração.
Contactado por O MIRANTE, Ricardo Carvalho lamenta a situação de ingovernabilidade, elogia a postura de Renato Rosinha e critica o facto da CDU ter saído do processo de constituição do executivo em plena assembleia.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

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