Política | 04-01-2026 12:00

Apoio de emergência para idosos volta a ser tema no Entroncamento

idosa
foto ilustrativa - foto dr

Pedido foi reiterado por Zulaica Gusmão na reunião de câmara e recebeu abertura do presidente e vereadores do PS e do PSD.

Na última reunião da câmara do Entroncamento, a munícipe Zulaica Gusmão voltou a chamar a atenção para a importância de reactivar a atribuição de telefone fixo e de telemóvel SOS a pessoas com mais de 65 anos, que vivem sozinhas ou em situação de isolamento. A intervenção mereceu a atenção do executivo, com o presidente da câmara a assegurar que o assunto será analisado pelos serviços de Acção Social do município.
Zulaica Gusmão explicou que falou em nome pessoal, mas considerando que a preocupação é partilhada por muitos idosos que vivem sozinhos e insistiu que o executivo devia voltar a implementar esta medida. A munícipe sublinhou a sensação de segurança que o apoio proporcionava, referindo que para quem vive sozinho a incerteza do dia a dia é real. “Vivo sozinha e sei como é que é. Uma pessoa não sabe se acorda um dia ou não”, expressou com leveza. O presidente da câmara, Nelson Cunha, reconheceu a importância da questão e explicou que, actualmente, os idosos com cartão do idoso já são acompanhados regularmente pelos serviços de Acção Social, mas garantiu que irá reforçar esta vertente e pedir aos serviços que avaliem a inclusão do telefone SOS no programa municipal, assegurando que irá apresentar uma solução “o mais rapidamente possível”.
O vereador Ricardo Antunes (PS) recordou que o antigo projecto “10 Mil Vidas”, implementado em 2018, chegou a abranger cerca de 77 utentes e que o custo do mesmo rondou os 17 mil euros, defendendo que é possível encontrar margem financeira para retomar uma resposta semelhante para o acompanhamento da população idosa. Também o vereador Rui Madeira (PSD), manifestou concordância com o regresso do apoio, destacando a importância do combate à solidão, da promoção da dignidade e do envelhecimento activo. O autarca sublinhou ainda que estas preocupações estavam reflectidas no programa eleitoral do PSD, que incluía um Plano Municipal de Apoio à População Idosa e na proposta de criação de uma rede local de apoio à população mais vulnerável.
Recorde-se que, tal como noticiou O MIRANTE, no início do ano passado, Zulaica Gusmão, pediu à câmara que reactivasse a medida que consistia na distribuição de um pack com telefone fixo, telemóvel e relógio SOS a todos os munícipes idosos que vivessem sozinhos ou tivessem um cartão de idoso, salientando que o projecto foi um acto louvável pela parte da câmara, mas que, entretanto, foi interrompido e os habitantes tiveram que devolver os equipamentos.

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