Política | 05-01-2026 15:00

Coruche reduz orçamento e desce impostos municipais

Coruche reduz orçamento e desce impostos municipais
Nuno Azevedo, presidente da Câmara de Coruche - foto O MIRANTE

A redução da carga fiscal sobre famílias e empresas marca o principal sinal político do orçamento municipal de Coruche para 2026, aprovado pelo executivo camarário.

O executivo da Câmara de Coruche aprovou o orçamento municipal para 2026, no valor global de 44,8 milhões de euros, documento marcado por uma redução dos impostos municipais e com um valor global inferior em meio milhão face ao de 2025. O orçamento foi aprovado em reunião do executivo com os votos favoráveis do PS e as abstenções dos vereadores do movimento independente Volta Coruche 25 e do PSD.
O presidente da câmara, Nuno Azevedo (PS), afirmou que o documento prevê um volume de investimento municipal de 18,3 milhões de euros, destacando intervenções nos Paços do Concelho, no Fórum Cultural, no Mercado Municipal e no Centro de Saúde, bem como a aquisição de viaturas, equipamentos para os Bombeiros e Protecção Civil, a requalificação de escolas e a execução de loteamentos habitacionais no Biscainho, Santana do Mato e Erra.
Está igualmente prevista a construção de habitação no denominado “edifício das Corujas”, o desenvolvimento do Núcleo Museológico da Erra, a intervenção na Ponte da Escusa e um conjunto de obras em arruamentos e ruas das várias freguesias do concelho. O orçamento contempla ainda cerca de um milhão de euros para a acção social escolar e uma verba aproximada de 750 mil euros para a área da cultura, onde se incluem as Festas de Coruche, com uma dotação de cerca de 360 mil euros. O turismo, com 287 mil euros, e a economia local integram igualmente as prioridades orçamentais. Apesar da abstenção, a oposição criticou o documento por considerar que não apresenta novas rubricas e parece muito semelhante face aos orçamentos anteriores. Na mesma reunião, o executivo aprovou os impostos municipais para 2026, com uma redução da taxa de IRS de 3% para 2,5%, decisão que o presidente da câmara justificou com a opção por uma descida imediata de meio ponto percentual, em vez de uma redução gradual. O IMI mantém-se nos 0,30%, continuando a aplicar-se o IMI Familiar, tendo sido ainda aprovada uma majoração de 50% para prédios devolutos, uma medida que reforça o incentivo à reabilitação e à qualificação do espaço urbano. A Derrama foi fixada 0,01% para empresas com volume de negócios até 150 mil euros e 0,9% para as restantes, numa medida aprovada por unanimidade.

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