Inês Louro recusa defender José Sócrates no processo Operação Marquês
Inês Louro, antiga presidente da Junta de Azambuja pelo PS e vereadora eleita pelo Chega, recusou defender José Sócrates no processo Operação Marquês. O reinício do julgamento foi adiado para 13 de Janeiro, após a nomeação de nova advogada oficiosa.
A advogada Inês Louro, candidata à presidência da Câmara de Azambuja nas últimas eleições autárquicas, recusou defender o antigo primeiro-ministro José Sócrates.
Inês Louro foi a primeira advogada oficiosa a ser chamada para defender José Sócrates no âmbito do julgamento da Operação Marquês, mas invocou objecção de consciência por ser militante do Chega.
Recorde-se que Inês Louro foi vereadora na Câmara de Azambuja, eleita pelo Chega, no mandato 2021-2025. Nas últimas eleições autárquicas conseguiu renovar um mandato no executivo, mas renunciou ao cargo.
Antes de ser militante do Chega, Inês Louro foi presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, eleita pelo PS.
O reinício do julgamento do processo Operação Marquês, previsto para 6 de Janeiro, foi adiado para 13 de Janeiro, após o tribunal ordenar a nomeação de uma nova advogada oficiosa para representar o antigo primeiro-ministro.
Ana Velho, chamada por o advogado nomeado por José Sócrates se encontrar hospitalizado, sustentou não ter condições para defender o antigo chefe de Governo, mas o tribunal considerou que não poderia ser dispensada da função e deu-lhe cinco dias para contactar José Sócrates e tomar conhecimento do processo.
José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado de 22 crimes, incluindo três de corrupção, alegadamente por ter recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o “resort” algarvio de Vale do Lobo.
No total, o processo envolve 21 arguidos, que em geral negam a prática dos 117 crimes económico-financeiros de que são acusados. Os ilícitos terão ocorrido entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.
Os arguidos foram dispensados de comparecer no julgamento, iniciado a 3 de Julho de 2025, e têm estado ausentes das últimas sessões.


