Política | 09-01-2026 18:00

“Tomar não pode viver apenas do turismo”

“Tomar não pode viver apenas do turismo”
FOTO - Facebook Francisco Tavares

Francisco Tavares, eleito do CDS na Assembleia Municipal de Tomar, diz ser necessária a diversificação da actividade económica do concelho, que diz estar demasiado focada no turismo.

A necessidade de diversificar a economia do concelho de Tomar, atrair empresas, criar emprego e fixar população está no centro de um conjunto de 12 prioridades defendidas para 2026 por Francisco Tavares, eleito do CDS na Assembleia Municipal de Tomar e que já foi secretário-geral do partido. O autarca defende que o concelho não pode “viver apenas do turismo” e precisa de uma estratégia integrada para garantir desenvolvimento, qualidade de vida e futuro. O autarca coloca as pessoas, a natalidade e o futuro demográfico no topo das preocupações, defendendo uma abordagem frontal à perda de população.

Num texto de reflexão política sobre o concelho, o eleito sublinha que, apesar de o turismo continuar a ser “fantástico” e uma mais-valia para Tomar, é essencial apostar noutros sectores económicos. Nesse contexto, destaca os primeiros passos já dados com a criação do novo espaço de atividades económicas na Asseiceira, defendendo que em 2026 o município deve continuar a investir nesse pólo para atrair mais empresas e criar postos de trabalho. Entre as prioridades apontadas está também a criação de uma Incubadora e Aceleradora de Empresas.

A segurança surge igualmente como um tema central, com a defesa da implementação de um sistema de videovigilância, melhoria da iluminação pública e criação de um Conselho Municipal de Segurança. O autarca destaca ainda a importância de aproximar os tomarenses da política, através de mais transparência, informação e proximidade, desejando que 2026 seja um ano de maior envolvimento cívico, com um papel activo também na assembleia municipal.

Outro dos grandes desafios apontados prende-se com a execução dos fundos europeus. O eleito alerta para atrasos e projectos que considera pouco consistentes, defendendo que a plena utilização destes apoios será decisiva para o futuro do concelho, confiando, ainda assim, na capacidade do presidente da câmara para “correr atrás do prejuízo”.

A melhoria das condições nas escolas e jardins de infância é outra prioridade e sublinha também a importância do ensino superior e profissional no centro da estratégia municipal. O património arquitectónico, cultural e natural, em particular o rio Nabão, é apontado como um activo valioso que precisa de ser melhor cuidado e valorizado.

Entre os objectivos está ainda o fim das “ideias feitas” de que é difícil aprovar projectos ou investir em Tomar, bem como a aposta numa cidade mais limpa e cuidada, reconhecendo melhorias, mas admitindo que ainda há muito a fazer, num esforço que deve envolver autarcas e cidadãos.

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