Orçamento da Junta de Vialonga só passou com o voto de qualidade do presidente
O orçamento da Junta de Freguesia de Vialonga para 2026, no valor de 1,238 milhões de euros, foi aprovado em assembleia de freguesia, com recurso ao voto de qualidade do presidente da mesa, após um empate na votação.
Foi aprovado o orçamento da Junta de Freguesia de Vialonga para 2026, no valor de 1 milhão e 238 mil euros, o que representa um aumento de 14 mil euros face a 2025. O documento apresenta um aumento no valor da receita e uma diminuição dos custos com pessoal, tendo em conta a redução do número de trabalhadores. Ainda assim, a despesa com pessoal representa 65,35% do total, enquanto a aquisição de bens e serviços passa a representar mais de 26% do orçamento total.
De acordo com o presidente da freguesia, João Tremoço (PS), a proposta assenta na continuidade do trabalho desenvolvido no mandato anterior e procura cumprir os projectos, alguns já aprovados, nomeadamente a construção de um parque canino e a entrega de medicamentos a idosos e pessoas mais isoladas da freguesia. O edil anunciou ainda a requalificação da Praceta Sacadura Cabral, a criação de uma bolsa de estacionamento na Quinta das Índias, a requalificação do Moinho do Machado e a instalação de um baloiço panorâmico, bem como o projecto Ruas com História, a melhoria do cemitério e a criação de mais gavetões.
O orçamento foi aprovado com cinco votos a favor, cinco votos contra e três abstenções. O presidente da mesa da assembleia de freguesia, Telmo Soares (PS), usou do voto de qualidade para viabilizar o documento.
A bancada da Coligação Nova Geração (PSD/IL) absteve-se, por considerar que o orçamento não reflecte a mesma visão que a sua bancada defende para a freguesia, mas referiu que não pretende colocar entraves à governação de nenhuma junta do concelho num primeiro mandato.
O Chega votou contra por considerar que o orçamento e o Plano Plurianual de Investimentos fazem um retrato de uma freguesia que não existe. Já pela CDU, Nélia Ferreira lamentou o fim das Vialonguiadas e a contratação de empresas externas para a limpeza, desmatação e manutenção dos espaços verdes.
João Tremoço concluiu explicando que os concursos para postos de trabalho na junta ficaram desertos, motivo pelo qual foi necessário recorrer a empresas externas. O autarca referiu ainda que o fim das Vialonguiadas se deveu à fraca participação da população.


