Política | 11-01-2026 18:00

Sardoal dá prioridade à educação, habitação e infraestruturas em 2026

Sardoal dá prioridade à educação, habitação e infraestruturas em 2026
Autarca Pedro Rosa - foto O MIRANTE

Para o presidente da câmara, Pedro Rosa, o orçamento para 2026 marca o início de um novo ciclo autárquico, alinhado com investimentos estratégicos anteriores e enquadrado nos programas nacionais e comunitários.

A Câmara Municipal de Sardoal aprovou um orçamento de 15,8 milhões de euros para 2026, equilibrado entre receitas e despesas, com forte aposta em investimento em obras, habitação, educação e infraestruturas. O orçamento aprovado com os votos favoráveis da maioria PSD, um voto contra e outra abstenção dos dois eleitos do PS, reflecte uma redução de 2,3 milhões face ao ano anterior. As receitas correntes ascendem a cerca de 9 milhões, representando 57% do total, enquanto as receitas de capital somam 6,8 milhões, correspondendo a 43%, num documento que “mantém o equilíbrio financeiro” e apresenta uma estrutura orçamental dependente das transferências do Estado, que totalizam aproximadamente 6,9 milhões, 76% das receitas correntes.
Na apresentação do orçamento, o presidente da Câmara de Sardoal afirmou que o documento “marca o início de um novo ciclo autárquico, alinhado com investimentos estratégicos anteriores e enquadrado nos programas nacionais e comunitários” de apoio. “Mantemos o compromisso de reforçar a habitação, educação, saúde e protecção civil, sempre em parceria com entidades locais e regionais”, disse Pedro Rosa. Entre os principais projectos de investimento, destacam-se a construção da Creche Municipal, a requalificação do Jardim de Infância da Presa, a reabilitação do Mercado Municipal, eficiência energética na Piscina Coberta e a construção do Parque Habitacional da Fonte da Estrada, integrado na Habitação a Custos Acessíveis. O orçamento também prevê intervenções na Igreja Matriz de Sardoal, investimentos em mobilidade, turismo, património e cultura, incluindo a dinamização do Centro Cultural Gil Vicente e a promoção de actividades desportivas e associativas. A acção social, a protecção civil e a floresta recebem atenção especial, com destaque para a implementação da “Casa da Protecção Civil”, modernização do corpo de bombeiros, programas de prevenção de incêndios e apoio às vítimas.
Para Pedro Rosa, o orçamento “reflecte o compromisso com a transparência, a prudência e a proximidade com os cidadãos, garantindo respostas eficazes às necessidades da comunidade, ao mesmo tempo que promove a sustentabilidade financeira e o desenvolvimento territorial”. Em declaração de voto, o vereador do PS, Pedro Duque, lamentou que nenhuma das propostas estruturais apresentadas pelo PS tenha sido acolhida, justificando a abstenção com a “complexidade financeira acrescida” do município em 2026 e a necessidade de solidariedade institucional face aos danos recentes causados pelo mau tempo. Já o segundo vereador do PS, Miguel Alves, votou contra, defendendo que o orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026 “privilegiam a gestão corrente” e revelam “falta de ambição política e de inovação, apesar da renovação de lideranças” no executivo.

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