Política | 12-01-2026 21:59

Luz verde para empresa intermunicipal de transportes da Lezíria do Tejo

Luz verde para empresa intermunicipal de transportes da Lezíria do Tejo
António Torres (à direita) tem andado a apresentar aos autarcas o projecto da nova empresa de transportes da Lezíria do Tejo

É uma decisão de risco, a de se criar uma empresa intermunicipal de transporte rodoviário de passageiros na Lezíria do Tejo. Há quem torça o nariz e tema um sorvedouro de dinheiro para os municípios e há quem garanta que vai ter sucesso e mudar o paradigma dos transportes públicos em Portugal. É esperar a chegada dos autocarros, para ver.

Os municípios da Lezíria do Tejo já aprovaram o novo processo de criação da empresa local de natureza intermunicipal de transporte rodoviário de passageiros, havendo agora luz verde para ser remetido para avaliação do Tribunal de Contas. Os municípios de Benavente, Rio Maior e Santarém, todos liderados pelo PSD, foram dos últimos a pronunciarem-se, depois de os autarcas terem ouvido as explicações do secretário executivo da CIMLT (Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo), António Torres, que se tem desdobrado em apresentações.

A intenção de criar a empresa, que já vinha do anterior mandato autárquico, quando a correlação de forças era favorável ao PS na CIMLT, manteve-se de pé apesar da presidência da comunidade ter passado para o PSD, apesar de algumas reservas no seio dos social-democratas, mas não suficientes para fazer descarrilar o processo. Na última reunião de câmara de Santarém - onde curiosamente têm assento o anterior presidente da CIMLT, Pedro Ribeiro (PS), vereador da oposição; e o actual presidente da CIMLT e do município escalabitano, João Leite (PSD) -, foram divulgados dados já conhecidos, com João Leite a deixar claro que esta decisão vai obrigar a futura empresa a uma “gestão muito rigorosa” na exploração de um serviço “muito exigente”, para que seja sustentável do ponto de vista financeiro.

Já Pedro Ribeiro disse que era “um dia muito importante” e afirmou ter a certeza de que os resultados da empresa vão ser positivos, que o serviço vai melhorar e que os municípios não vão ter de pôr mais dinheiro na empresa, para além do que vai para o capital social. “Há muita gente preocupada, porque esta empresa vai ter sucesso e mudar o paradigma dos transportes públicos em Portugal”, referiu o vereador socialista, destacando o carácter pioneiro do projecto. Um entusiasmo a que o vereador do Chega, Pedro Correia, respondeu com ironia, dizendo que ainda está por nascer a empresa pública de transportes que não dê prejuízo, defendendo uma solução de concessão a operadores privados.

Notícia mais completa na próxima edição semanal de O MIRANTE.

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