Vila Franca de Xira continua sem executivo na junta e muito próximo de eleições intercalares
Depois de Alverca, Alhandra e Castanheira do Ribatejo, é a vez da junta de freguesia da sede de concelho estar numa situação de ingovernabilidade. Nenhuma força política ajudou Ricardo Carvalho (PS), o presidente eleito, a formar executivo, situação que está a paralisar a autarquia.
A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira está numa situação de ingovernabilidade e tudo aparenta que não vão existir acordos firmados até ao final deste mês. Por esse motivo, está cada vez mais em cima da mesa a possibilidade de Ricardo Carvalho (PS), o presidente eleito, pedir eleições intercalares e os moradores serem chamados novamente às urnas. Segundo apurou O MIRANTE, a única força política disponível para ajudar a desbloquear o impasse é o Chega mas o PS tem recusado aliar-se a esse partido.
O PS tem apenas quatro eleitos e o executivo tem de ser composto por cinco. Um cenário semelhante ao que aconteceu na União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz e na União de Freguesias da Castanheira do Ribatejo e Cachoeiras. Nestas últimas os impasses já foram ultrapassados. Em Vila Franca de Xira o cenário parece mais complicado.
A Coligação Nova Geração (PS/IL), a segunda força política mais votada, já anunciou que não vai integrar o executivo. Num primeiro momento, a CDU também pareceu ter-se disponibilizado para que Pedro Santos integrasse o executivo da junta de maioria socialista, chegando mesmo a haver contactos directos entre ele e o presidente da junta. No entanto, na última assembleia de freguesia, quando tudo parecia acertado para que o nome de Pedro Santos constasse do executivo, os eleitos da CDU surpreenderam tudo e todos ao não aprovar o nome, considerando que o presidente da junta não realizou os contactos suficientes nem construiu as pontes necessárias para um entendimento.
Um momento que deixou todos os eleitos surpreendidos, havendo mesmo quem acusasse a CDU de ter feito um volte-face político, depois de num primeiro momento, em Alverca, ter aceite que um eleito do PS integrasse o executivo CDU e Rita Merenda (PS) passasse a ser a presidente da assembleia de freguesia para poder governar.
Contactado por O MIRANTE, Ricardo Carvalho lamenta a situação e critica o facto de a CDU ter saído do processo de constituição do executivo em plena assembleia. “Não foi bonito de ver. Tivemos três reuniões com a CDU, quando apresentei os nomes do executivo com o do Pedro Santos pediram a palavra e disseram que não estão disponíveis para integrar o executivo. Ninguém percebeu o que aconteceu”, lamenta. Perante o impasse, o autarca admite estar muito preocupado com o futuro. Sem executivo, recorde-se, a junta apenas pode fazer contratos até 2.500 euros. “Significa que a partir de agora já nem temos capacidade para contratar a varrição nem a manutenção dos espaços verdes”, lamenta a O MIRANTE.
A única esperança do autarca socialista residia em Renato Rosinha, mas a coligação PSD/IL já anunciou que não vai dar o seu apoio. Caso Renato Rosinha avance perderá a confiança política do partido. Em breve deverá ser agendada uma nova assembleia de freguesia para discutir o assunto.


