Política | 14-01-2026 15:00

Futuro do ramal ferroviário do Pego gera debate na reunião de câmara de Abrantes

Futuro do ramal ferroviário do Pego gera debate na reunião de câmara de Abrantes

Vereadora da oposição defende que a infraestrutura é determinante para o dinamismo da zona industrial do Pego. Presidente da câmara explicou que a zona integra uma realidade complexa, com património público e privado.

O futuro do ramal ferroviário que servia a antiga Central Termoeléctrica do Pego esteve em destaque na mais recente reunião da câmara de Abrantes, motivando um debate entre a oposição e o presidente do município. Em discussão esteve a importância estratégica da infraestrutura para o desenvolvimento económico do concelho.

O vereador da AD (PSD/CDS), João Morgado, sublinhou que a utilização do ramal ferroviário tem sido uma das principais bandeiras do PSD em Abrantes, defendendo que a infraestrutura é determinante para o dinamismo da zona industrial do Pego. O autarca alertou para o facto de o ramal continuar a ser propriedade da Tejo Energia e de ainda não existir uma decisão clara quanto ao seu futuro, considerando essencial garantir não só a sua continuidade, mas também a segurança do equipamento, de forma a evitar roubos ou vandalismo que possam comprometer a sua viabilidade. Para o vereador, o ramal ferroviário pode diferenciar a zona industrial do Pego não apenas das restantes zonas industriais do concelho, mas de toda a região.

Em resposta, o presidente da câmara de Abrantes, Manuel Valamatos (PS), reconheceu a importância do ramal ferroviário na sua totalidade, considerando-o uma infraestrutura que deve ser valorizada. O autarca explicou que a zona industrial do Pego integra uma realidade complexa, com património público e privado, o que limita a capacidade do município para controlar todos os projectos futuros, quer ao nível da tipologia, quer da dimensão.

Manuel Valamatos revelou ainda que já manifestou a sua preocupação ao ministro das Infraestruturas, mostrando-se confiante de que o ramal ferroviário poderá vir a assumir um papel mobilizador e estruturante da actividade económica da zona industrial do Pego, que o município pretende consolidar também como zona livre tecnológica. Segundo o presidente da câmara, está garantido, até ao momento, que a infraestrutura não será desmantelada, mantendo-se a avaliação da Tejo Energia quanto ao seu valor estratégico.

O edil admitiu que poderá chegar o momento em que o Estado tenha de assumir a responsabilidade pelo ramal ferroviário. Para já, esclareceu, a única responsabilidade directa do município tem sido a manutenção do tabuleiro ferroviário, trabalho que tem vindo a ser assegurado pela autarquia.

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