Futuro do ramal ferroviário do Pego gera debate na reunião de câmara de Abrantes
Vereadora da oposição defende que a infraestrutura é determinante para o dinamismo da zona industrial do Pego. Presidente da câmara explicou que a zona integra uma realidade complexa, com património público e privado.
O futuro do ramal ferroviário que servia a antiga Central Termoeléctrica do Pego esteve em destaque na mais recente reunião da câmara de Abrantes, motivando um debate entre a oposição e o presidente do município. Em discussão esteve a importância estratégica da infraestrutura para o desenvolvimento económico do concelho.
O vereador da AD (PSD/CDS), João Morgado, sublinhou que a utilização do ramal ferroviário tem sido uma das principais bandeiras do PSD em Abrantes, defendendo que a infraestrutura é determinante para o dinamismo da zona industrial do Pego. O autarca alertou para o facto de o ramal continuar a ser propriedade da Tejo Energia e de ainda não existir uma decisão clara quanto ao seu futuro, considerando essencial garantir não só a sua continuidade, mas também a segurança do equipamento, de forma a evitar roubos ou vandalismo que possam comprometer a sua viabilidade. Para o vereador, o ramal ferroviário pode diferenciar a zona industrial do Pego não apenas das restantes zonas industriais do concelho, mas de toda a região.
Em resposta, o presidente da câmara de Abrantes, Manuel Valamatos (PS), reconheceu a importância do ramal ferroviário na sua totalidade, considerando-o uma infraestrutura que deve ser valorizada. O autarca explicou que a zona industrial do Pego integra uma realidade complexa, com património público e privado, o que limita a capacidade do município para controlar todos os projectos futuros, quer ao nível da tipologia, quer da dimensão.
Manuel Valamatos revelou ainda que já manifestou a sua preocupação ao ministro das Infraestruturas, mostrando-se confiante de que o ramal ferroviário poderá vir a assumir um papel mobilizador e estruturante da actividade económica da zona industrial do Pego, que o município pretende consolidar também como zona livre tecnológica. Segundo o presidente da câmara, está garantido, até ao momento, que a infraestrutura não será desmantelada, mantendo-se a avaliação da Tejo Energia quanto ao seu valor estratégico.
O edil admitiu que poderá chegar o momento em que o Estado tenha de assumir a responsabilidade pelo ramal ferroviário. Para já, esclareceu, a única responsabilidade directa do município tem sido a manutenção do tabuleiro ferroviário, trabalho que tem vindo a ser assegurado pela autarquia.


