João Leite quer acabar com o “calvário” da classificação do centro histórico de Santarém
Presidente da Câmara de Santarém critica um processo que se arrasta há mais de uma dúzia de anos e que tem dificultado a vida a quem quer intervir no edificado do centro histórico da cidade.
O presidente da Câmara de Santarém, João Leite (PSD), diz que chegou a hora de pôr ponto final ao arrastar do processo de classificação do centro histórico da cidade, que dura há mais de uma dúzia de anos e é agora da responsabilidade do instituto público Património Cultural, que sucedeu à Direcção-Geral do Património Cultural. O autarca disse estar “no limite” e que pretende colocar fim ao “calvário” de ter um processo há anos em vias de classificação.
Refira-se que o processo de classificação da zona histórica de Santarém e Ribeira de Santarém implicou a delimitação de uma zona especial de protecção provisória na zona mais antiga da cidade e trouxe dores de cabeça acrescidas para licenciar simples obras de manutenção em edifícios da área abrangida, distribuída pelas freguesias de Marvila, São Salvador, São Nicolau e Santa Iria da Ribeira de Santarém.
Restrições que João Leite quer ver mais aligeiradas, com excepção nas zonas junto aos monumentos. “O centro histórico não pode viver neste limbo e garanto que não vai continuar a viver. Vou dizer isso olhos nos olhos ao presidente do Património Cultural, com quem temos uma excelente relação. Santarém vai exigir que deixe de estar em vias de classificação e que as zonas de salvaguarda junto aos monumentos sejam a prioridade para colocar regras. Toda a restante zona tem de obedecer a um conjunto de regras que têm de ser priorizadas e identificadas, para que quem queira investir tenha conhecimento” das mesmas, afirmou.
João Leite respondia ao vereador do Chega, Pedro Correia, que questionou em que ponto estava o processo de classificação do centro histórico. O presidente referiu que essa tem sido uma preocupação, que tem sido acompanhada de uma estratégia de investimento e valorização da zona antiga da cidade, mencionando mais uma vez os milhões investidos na regeneração urbana, que irá ter continuidade noutros largos e ruas.


