Presidente da Junta de Azambuja insiste que empresas devem pagar estragos nas estradas
André Salema diz que as empresas que operam no subsolo devem reparar os estragos que fazem nas estradas municipais.
O presidente da Junta de Freguesia de Azambuja, André Salema (PS), voltou a defender que as empresas que operam no subsolo em território concelhio devem contribuir para a reparação das estradas municipais após as suas intervenções. Para isso, afirmou na última sessão de 2025 da assembleia municipal, que a Câmara de Azambuja precisa de proceder à alteração do regulamento de obras para que passe a ser obrigatória, por parte das operadoras privadas que intervêm no subsolo, a reparação das estradas.
“O município já gastou ou vai gastar três milhões de euros e já temos buracos nas estradas novas e não existe um compromisso das operadoras que operam no subsolo do território” para repararem os estragos que fazem, disse, defendendo uma mudança de actuação por parte da câmara municipal.
André Salema, que já numa reunião ordinária da freguesia, em 2023, defendeu essa medida, falava a propósito de um outro problema, “muito antigo”, para o qual vem a alertar há vários anos, que é o deficiente sistema de drenagem de águas em Casais de Baixo. “Não tem um sistema capaz. É importante que o município tenha algum tipo de resposta para o que se está a passar até porque já temos estradas praticamente novas em risco de ficarem desestruturadas”, afirmou.
O autarca socialista, reeleito presidente da Junta de Azambuja nas últimas autárquicas, alertou ainda para a necessidade de proibição do trânsito de pesados nas localidades, desde Aveiras de Cima aos Casais de Baixo. “Já é tempo de acabar com isto e meter estas empresas a circular onde têm de circular: via A1 Carregado-Aveiras, e vice-versa”, disse, lamentando que estradas que foram recentemente alvo de requalificações custeadas pelo município apresentem danos significativos.
Presidente do município concorda com medidas
O presidente da Câmara de Azambuja, Silvino Lúcio, concordou que o regulamento de obras deve passar a ser “mais exigente” e obrigar as empresas que intervêm ao nível do subsolo a reparar os estragos provocados, inclusive pavimentando a estrada num troço mais alargado. Sobre o sistema de drenagem em Casais de Baixo, reconheceu o problema e fez saber que está a ser tratado.
Também sobre a proibição do trânsito de pesados nas localidades, Silvino Lúcio diz que é “para se implementar sem medos”, embora reconheça que a medida vá trazer grandes implicações ao nível da mobilidade, sobretudo para as empresas que actualmente se servem daquelas estradas. Por outro lado, a implementação da medida vai permitir que as estradas municipais se mantenham em boas condições de utilização, preservando-se os investimentos feitos.


