Política | 20-01-2026 14:48

Golegã aprova orçamento de 23,7 milhões com aposta forte na habitação

Golegã aprova orçamento de 23,7 milhões com aposta forte na habitação

A Câmara Municipal da Golegã aprovou um orçamento de 23,7 milhões de euros para 2026, com a habitação, a educação e o reforço das redes de água e saneamento entre as principais prioridades. O documento foi viabilizado pela maioria do executivo liderado por António Camilo, prevendo também a continuação da redução de impostos municipais e investimentos em equipamentos estruturantes para o concelho.

A Câmara Municipal da Golegã aprovou um orçamento de 23,7 milhões de euros para 2026, que define como principais prioridades o investimento na habitação, a educação e o reforço das redes de abastecimento de água e saneamento. O documento foi aprovado por maioria, com os votos favoráveis do movimento independente “2025 por todos” e a abstenção dos vereadores do PS. Em declarações à Lusa, o presidente da câmara, António Camilo, afirmou que a habitação será o sector com maior peso no investimento municipal, estando previstos cerca de seis milhões de euros para 2026. “O que agora é prioritário é a habitação”, sublinhou o autarca, eleito por um movimento independente.
Na área da educação, o município está a concluir a construção da Escola Básica 2,3 da Golegã, uma obra com um investimento de 1,3 milhões de euros. A este valor acrescem cerca de 2,2 milhões de euros destinados às despesas de funcionamento do sector. Estão ainda previstas intervenções no Jardim de Infância e na Escola Básica do 1.º ciclo, equipamentos que, segundo o presidente da autarquia, “não estão em condições absolutas e merecem intervenções de fundo”. Outro dos eixos do orçamento passa pelo reforço das infraestruturas hidráulicas, em particular nas redes de água e saneamento na zona de São Caetano, face à construção do Hotel Vila Galé na Quinta da Cardiga. António Camilo reconhece que será necessário “um investimento muito grande” nesta área, adiantando que, apesar da comparticipação do promotor, a câmara municipal também terá encargos financeiros.
O município aguarda ainda o parecer final da Agência Portuguesa do Ambiente para avançar com a construção de um açude no rio Almonda, considerado um projecto estruturante para o concelho. Entre os projectos previstos está também a construção de um novo pavilhão multiúsos, que deverá substituir o actual pavilhão desportivo, datado de 1981 e considerado obsoleto. A obra representa um investimento estimado em quatro milhões de euros e deverá ser concretizada ao longo dos próximos quatro anos. No sector do turismo, a autarquia mantém a aposta, com especial enfoque no turismo equestre, uma das marcas identitárias da Golegã. O presidente da câmara destacou ainda a importância do Cineteatro, reaberto em Novembro de 2024, onde o município pretende reforçar a programação cultural.
O orçamento para 2026 prevê também a continuação da redução da carga fiscal. A taxa de IMI baixa de 0,34% para 0,33%, aproximando-se do mínimo legal. No IRS, a participação municipal será reduzida de forma gradual, meio ponto percentual por ano, até atingir os 3%. Estão igualmente previstas reduções na derrama, com benefícios para empresas que mantenham ou criem postos de trabalho. A autarquia está ainda a preparar um regulamento de incentivos à fixação de médicos, face à carência de clínicos na unidade de saúde local. “Temos falta de médicos e vamos criar um regulamento para atrair médicos de família”, afirmou António Camilo.

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