Política | 22-01-2026 14:57

Torres Novas aprova orçamento de 57,1 ME com aposta em obras há muito esperadas 

Torres Novas aprova orçamento de 57,1 ME com aposta em obras há muito esperadas 

Habitação, educação, modernização administrativa, obras públicas e ambiente estão no foco do orçamento de 57,1 milhões de euros. Requalificação do mercado municipal e conclusão do Pavilhão Desportivo de Riachos são duas das obras inscritas há muito aguardadas.

A Câmara de Torres Novas aprovou na reunião extraordinária de 21 de Janeiro, por maioria, um orçamento de 57,1 milhões de euros (ME) para 2026, mais baixo do que o de 2025 que foi de 59,3 ME, com foco em obras há muito aguardadas naquele concelho. O documento foi aprovado com os votos favoráveis dos três eleitos do PS e do vereador do Chega, e contra dos três eleitos pelo PSD/CDS-PP.
O presidente do município, José Trincão Marques (PS), que classificou o documento como “equilibrado”, destacou entre os principais objectivos do orçamento, a habitação, com 6,1 ME para reabilitação do parque habitacional e apoios ao arrendamento, incluindo 1,02 ME para habitação social.
Algumas das obras previstas neste orçamento, há muito aguardadas, são a reabilitação e modernização do mercado municipal, que segundo Trincão Marques “necessita de intervenção urgente”; concluir o Pavilhão Desportivo de Riachos ainda “este ano”; e remodelar e modernizar a Casa do Povo de Riachos que é “ponto de honra a cumprir o mais rápido possível”. Está também prevista a reabilitação da Avenida dos Negréus e conclusão das obras do loteamento dos edifícios existentes; requalificação do piso e acessos do Bairro de São Pedro; criar praias fluviais- onde for possível- junto ao rio Almonda; requalificar o jardim da Avenida Dr. Martins João de Azevedo; expandir a rede de carregadores para veículos eléctricos;
No orçamento, a despesa corrente, destinada ao funcionamento dos serviços municipais, atinge 34,1 ME, representando cerca de 60% do total, enquanto a despesa de capital ascende a 21,3 ME, direccionada para investimento público em infraestruturas e projectos estratégicos.
Na educação, estão previstos 3,65 ME para requalificação de escolas, nomeadamente do jardim-de-infância de Santa Maria; Escola Secundária Artur Gonçalves e intervenção no piso exterior da Escola Secundária Maria Lamas; transporte escolar e actividades de enriquecimento curricular, reforçando a inclusão e a melhoria das infraestruturas educativas.
O ordenamento do território e obras públicas concentrarão 6,3 ME, abrangendo requalificação urbana, rede viária e requalificação dos centros urbanos do concelho. A modernização administrativa e digital, uma das maiores rubricas, representa mais de 24 ME. Neste campo, José Trincão Marques destacou a aposta na simplificação dos procedimentos de licenciamento nos serviços de urbanismo e a criação de canais de comunicação directa entre os munícipes e o município.
Na área do ambiente e sustentabilidade estão previstos investimentos em eficiência energética, gestão de resíduos e neutralidade carbónica, destacando-se 5,3 ME em iluminação pública e infraestruturas eléctricas e cerca de 525 mil euros em acções ambientais. O orçamento prevê ainda 3,22 ME em transferências e subsídios, destinados a juntas de freguesia, associações culturais e desportivas, e antecipa receita corrente de 37,4 ME, com saldo corrente positivo superior a 3,3 ME, apesar do saldo global negativo devido ao peso do investimento.
A dívida municipal mantém-se abaixo do limite legal, com margem de 9,75 ME para novos empréstimos e 12,4 ME previstos em financiamentos comunitários no âmbito do PRR e Portugal 2030. Os impostos, recorde-se têm em 2026 os valores mais baixos de sempre no concelho.
Os vereadores do PSD consideraram que, apesar de ambiciosa na narrativa política, a proposta apresenta falta de coerência entre discurso e números, com peso elevado da despesa corrente (58% sobre despesas correntes, incluindo pessoal e consumos), limitando a capacidade de investimento estruturante. Reafirmaram, no entanto, uma postura de oposição responsável e construtiva, criticando a continuidade em vez da mudança que consideram necessária para o concelho.

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