Política | 31-01-2026 21:00
Orçamento de transição em Tomar cresce 12% e aposta em projectos-chave
Câmara de Tomar aprovou um orçamento de 65,9 milhões de euros para 2026, visto como “de transição e execução”. O documento, aprovado com os votos do PSD e do Chega e a abstenção do PS, prevê investimentos de quase 27 milhões de euros em áreas como educação, habitação, desenvolvimento urbano e sustentabilidade.
A Câmara de Tomar, com os votos favoráveis do PSD e Chega e a abstenção do PS, aprovou um orçamento de 65,9 milhões de euros para 2026, mais 12% do que em 2025. O documento foi definido pelo presidente do município, Tiago Carrão (PSD), como “de transição e execução”, por integrar compromissos herdados e investimentos já em curso financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelo Portugal 2030, e devido aos prazos apertados associados aos fundos comunitários.
O orçamento prevê um volume de investimento de 26,7 milhões de euros, representando 40,6% da despesa total. A maior fatia destina-se à coesão e inclusão social (17,8 ME), seguida do desenvolvimento urbano (11 ME) e da educação, cultura e desporto, com destaque para obras na Escola Gualdim Pais e para a construção de um novo jardim de infância e creche municipal, num investimento próximo de sete milhões de euros. Na área da habitação, o município vai construir 44 fogos a custos controlados no âmbito do PRR, reabilitar oito habitações e prevê adquirir e beneficiar habitação social existente. Estão ainda previstos 3,6 milhões para regeneração urbana e rede viária, incluindo intervenções em caminhos municipais e a reabilitação da ponte de Vermoeiros, e 659 mil euros para valorização do património, com enfoque na musealização do Fórum Romano.
O município vai também apostar no turismo, nos grandes eventos como a Festa Templária e a Feira de Santa Iria, na reabilitação da zona industrial e na criação de uma futura incubadora de empresas, com 300 mil euros previstos. A transição climática e a sustentabilidade contam com 2,4 milhões, destinados à eficiência energética em edifícios municipais e escolas, requalificação da Mata dos Sete Montes e gestão de espaços verdes e linhas de água.
Quanto à receita, o município espera arrecadar 45,8 milhões em receitas correntes e 20,1 milhões de capital, com forte peso das transferências do Orçamento do Estado e de fundos europeus. Em matéria de impostos, mantém-se a taxa de IMI nos 0,34% e a derrama com isenção para empresas com volume de negócios inferior a 150 mil euros. A principal mudança ocorre no IRS, com o município a deixar de devolver 1% da taxa variável aos contribuintes, o que permitirá aplicar cerca de 400 mil euros “ao serviço da comunidade”.
O PS, com três vereadores no executivo municipal, absteve-se, considerando que o orçamento é “basicamente” o que já estava em execução. O documento seguirá agora para votação na Assembleia Municipal de Tomar, ainda sem data marcada.
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