Política | 01-02-2026 18:00

Despesa com pessoal divide executivo do Cartaxo e gera críticas

Despesa com pessoal divide executivo do Cartaxo e gera críticas
Vereadora do Chega, Luísa Areosa, criticou os gastos do município em pessoal - foto O MIRANTE

Aprovação do limite máximo de encargos com despesas de pessoal na Câmara Municipal do Cartaxo gerou polémica no executivo, com a vereadora Luísa Areosa a acusar a autarquia de funcionar como uma “agência de empregos”.

A Câmara Municipal do Cartaxo aprovou, na reunião de 15 de Janeiro, o limite máximo dos encargos com despesas de pessoal, numa decisão que gerou críticas da vereadora Luísa Areosa (Chega), que acusou a autarquia de funcionar como uma “agência de empregos”, face aos valores previstos para recrutamento de novos trabalhadores. De acordo com o presidente da câmara, João Heitor, a proposta fixa um montante estimado de cerca de 591 mil euros para recrutamento e ocupação de postos de trabalho previstos no mapa de pessoal, acrescendo cerca de 213 mil euros para progressões remuneratórias. Nesta fase, não está prevista qualquer verba para prémios de desempenho.
A vereadora do Chega manifestou-se contra a opção, considerando inadequado prever quase 600 mil euros para novos recrutamentos num município que se encontra sob tutela do Fundo de Apoio Municipal (FAM). Luísa Areosa sublinhou que, quando se trata de baixar impostos, o município invoca precisamente essas limitações financeiras, defendendo que a prioridade deveria ser a reorganização interna e a valorização dos trabalhadores já ao serviço. Nesse sentido, propôs a criação de um fundo para prémios de desempenho como forma de motivar os funcionários e reter talento, sem aumentar o número de efectivos.
Em resposta, João Heitor esclareceu que os valores aprovados correspondem apenas a um tecto máximo legal e não à despesa efectiva, admitindo que é pouco provável que venham a ser totalmente executados. O autarca explicou que os montantes resultam do mapa de pessoal em vigor e que o seu cumprimento integral exigiria esse reforço, algo que o município não consegue concretizar devido às restrições financeiras e às imposições do Plano de Ajustamento Municipal. “O que nós precisávamos era ter todos os lugares do mapa de pessoal preenchidos, mas naturalmente não vamos fazer todos estes recrutamentos”, afirmou o presidente, referindo ainda o desgaste acumulado de muitos trabalhadores municipais e defendendo que o reforço das equipas é necessário para aliviar a carga de trabalho.

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