Presidente da câmara lamenta falhas na requalificação do Mercado Municipal da Chamusca
O Mercado Municipal da Chamusca continua a perder lojistas e a afastar clientes, anos depois de uma requalificação que não trouxe a dinamização prometida. O próprio presidente da câmara, Nuno Mira, admite que o espaço foi “mal requalificado” pelo anterior executivo, reconhecendo fragilidades estruturais e de funcionamento numa infraestrutura central da vila.
O Mercado Municipal da Chamusca, reaberto há pouco mais de um par de anos após uma requalificação que durou cerca de cinco anos, voltou a estar no centro do debate na sessão camarária, depois de mais uma rescisão unilateral de um lojista. Recorde-se que O MIRANTE tem vindo a dar conta do abandono de vários lojistas, denunciando falta de clientes e dificuldades de rentabilização do espaço.
O presidente da câmara municipal, Nuno Mira, reconheceu publicamente que a intervenção no mercado, que incluiu modernização de instalações e a criação de zonas de restauração, não resultou na dinamização desejada e foi mal conseguida pelo anterior executivo. “Tem duas ilhas de restauração que não têm condições, as lojas são pequenas e, em termos de funcionamento, acho que ficou mal requalificado”, afirmou, sublinhando que agora não “se pode voltar a requalificar o que já foi intervencionado”, apesar da insatisfação geral com o resultado.
A este quadro de abandono de actividade comercial soma-se o histórico de dificuldades que o espaço enfrenta desde a reabertura. Tal como o nosso jornal relatou em Agosto de 2025, apesar de existirem cerca de uma dúzia de lojas no mercado, mais de metade se encontravam fechadas ou sem clientes, com alguns espaços literalmente desocupados devido à fraca procura. Para inverter esta tendência, Nuno Mira lança o desafio à criação de uma Associação de Amigos do Mercado, com o apoio do município e da União de Freguesias da Chamusca e Pinheiro Grande, com vista a recolher ideias e dinamizar o espaço localizado no coração da vila. “É uma infraestrutura que merece ser dinamizada e tem muito potencial”, explicou Nuno Mira durante a reunião de câmara. O desafio surge num momento em que a autarquia procura formas de reanimar a economia local e aproximar a população de um equipamento que, mesmo após um investimento elevado, continua a lutar contra a falta de movimento.


