Política | 09-02-2026 21:00

Chega afasta reforço do executivo da Póvoa e Forte da Casa e defende auditoria às contas da junta

Chega afasta reforço do executivo da Póvoa e Forte da Casa e defende auditoria às contas da junta
Francisco Fonseca - foto O MIRANTE

O Chega da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa não vai indicar mais dois eleitos para o executivo da união de freguesias e defende a realização de uma auditoria externa às contas. Francisco Fonseca admite não viabilizar o próximo orçamento caso algumas das propostas do partido não sejam integradas. Entretanto, a junta continua a ser gerida em duodécimos.

O Chega da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa não está disponível para colocar mais dois eleitos no executivo liderado por António José Inácio, que nas últimas autárquicas foi eleito pela Coligação Nova Geração (PSD/IL). A informação foi avançada a O MIRANTE pelo eleito na assembleia de freguesia pelo Chega, Francisco Fonseca. Recorde-se que se demitiram dois eleitos do PSD do executivo da junta e, por isso, faltam dois elementos naquele órgão. Agora vão ter de ser eleitos numa nova assembleia de freguesia, ainda sem data marcada, mas que deverá acontecer no início de Fevereiro.
O executivo tem dois eleitos pelo Chega, Júlio Runa a meio-tempo, com os pelouros da segurança, protecção civil e toponímia. O outro eleito, Guilherme, não tem tempos atribuídos. Francisco Fonseca diz a O MIRANTE que o acordo com o Chega para viabilizar o executivo de António Inácio foi feito com o próprio PSD, após as eleições autárquicas. Sobre se o Chega vai ou não aprovar o próximo orçamento, o autarca diz que, até à data, ainda não conhece o documento. O Chega absteve-se na votação do orçamento porque, segundo o autarca, não alinhou na posição do PSD de “criar instabilidade e caos” na junta, mas também não votou a favor porque o orçamento que foi apresentado “aumenta as despesas com pessoal”. A união de freguesias continua a ser gerida em duodécimos.

Chega quer auditoria externa às contas da junta
De acordo com Francisco Fonseca, o eleito do Chega com funções executivas, Júlio Runa, participou nas reuniões de elaboração do orçamento para 2026, nas quais foram apresentadas várias propostas de alteração ao documento, na expectativa de serem aprovadas. “Nós, numa fase inicial, fizemos várias propostas para serem integradas no orçamento. Uma delas era para que fosse feita uma auditoria externa independente às contas, porque foram quase 30 anos de gestão socialista”, relata.
Outras propostas que o Chega queria ver aprovadas no orçamento prendiam-se com um estudo técnico e, sobretudo, financeiro, para perceber em que áreas é viável ter trabalhadores da autarquia a prestar o serviço ou contratar empresas externas, até como forma de reduzir as despesas com pessoal. Outra das ideias era que os beneficiários do Rendimento Social de Inserção pudessem fazer trabalho comunitário, após serem considerados aptos, e avançar com a certificação anticorrupção na junta. “Tem sido uma luta, sobretudo perante o passado que é associado ao actual presidente da união de freguesias. Achamos que era um sinal político importante a dar às pessoas para transmitir confiança e que, efectivamente, não se vai compactuar com alguma prática menos leal”, explica.

Sem integração de propostas, Chega pode votar contra
Francisco Fonseca diz que possivelmente o Chega se vai abster na votação do novo orçamento, mas, se nenhuma das propostas do partido for considerada e o orçamento continuar a agravar despesas com pessoal, admite votar contra. “Achamos que vai haver bom senso da parte do executivo na integração das propostas. Não abdicamos da auditoria externa às contas. Nós não vencemos as eleições, é verdade, mas, desde o primeiro momento, procuramos dar estabilidade ao funcionamento da união de freguesias”, sublinhou.
Sobre os problemas que aconteceram no final do ano passado, com o atraso no pagamento do salário aos funcionários, o Chega espera que a situação não se volte a repetir, senão retira o seu apoio ao executivo. Francisco Fonseca diz que uma das bandeiras do Chega para a freguesia é a segurança e avançar com a instalação de videovigilância. Além disso, defende ser preciso mais iluminação pública, passar a manutenção dos semáforos para a alçada da junta e encontrar soluções para o excesso de tráfego na Estrada Nacional 10.

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