Política | 09-02-2026 10:00

Vila Franca de Xira avança com estudo para criação da Polícia Municipal

Vila Franca de Xira avança com estudo para criação da Polícia Municipal

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou um estudo para avaliar a eventual criação de uma Polícia Municipal. A proposta da Nova Geração (PSD/IL) teve apoio do PS e da CDU, com o Chega a votar contra.

A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira aprovou a realização de um estudo com vista à eventual criação de uma Polícia Municipal (PM) no concelho. A proposta, apresentada pela Coligação Nova Geração (PSD/IL), mereceu votos favoráveis do Partido Socialista e da CDU, enquanto o Chega votou contra.
A criação de uma PM é uma das bandeiras da Nova Geração. O vereador David Pato Ferreira defende que a PM, caso venha a ser uma realidade, irá complementar a actuação da PSP e da GNR, com especial incidência no policiamento de proximidade, fiscalização de estacionamento, fiscalização do depósito ilegal de resíduos e acompanhamento de pequenas obras. “A proposta visa responder às crescentes necessidades de segurança de toda a comunidade”, disse o autarca, acrescentando que a Nova Geração participará activamente no estudo, defendendo celeridade e eficácia na análise da solução.
O presidente do município, Fernando Paulo Ferreira, considera que o investimento deve ser feito pelos órgãos de soberania na PSP e na GNR. Ainda assim, há que ter noção dos custos de criação de uma PM, sendo “uma peça importante” para tomar decisões, razão pela qual votou a favor do estudo.
O vereador do Chega, Barreira Soares, disse que a criação de uma PM “não tem lógica” e que “não é uma prioridade para o território”, defendendo antes investimento camarário na PSP e na GNR, nomeadamente para a realização de obras em esquadras.
Da parte da CDU, a vereadora Cláudia Martins disse que a proposta da Nova Geração faz da PM uma polícia administrativa, sendo que cabe à câmara fiscalizar, por exemplo, a deposição ilegal de resíduos. “Para nós há outras prioridades, como a habitação. Não vale a pena gastar recursos numa área que é responsabilidade do Estado central”, afirmou. Ainda assim, tratando-se de um estudo para ter noção dos custos que isso implica, a eleita votou favoravelmente a proposta.
A proposta do Chega, que visava reforçar a segurança municipal através da valorização das forças policiais já existentes (PSP e GNR), foi chumbada por todos os partidos, excepto pelos três vereadores do Chega.

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