Assembleia Municipal de VFX viabilizou orçamento de 150 milhões para 2026
Orçamento da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para 2026 foi aprovado em assembleia municipal com abstenções do Livre, CDU e Chega. O executivo alertou para anos exigentes, marcados pelos prejuízos causados pelas intempéries.
A Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou por maioria, com abstenções da bancada do Livre, CDU e Chega, o orçamento municipal para 2026, fixado em 150 milhões de euros. No mesmo sentido de voto foi aprovado o plano plurianual de investimentos e as Grandes Opções do Plano para este ano.
Na reunião que está a decorrer no multiusos de VFX, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), alertou que este ano e os seguintes serão desafiantes, tendo em conta os prejuízos que resultam das intempéries. “Estamos a perceber até onde vão os auxílios do Governo em relação à reposição da normalidade infraestrutural do concelho”, disse o autarca.
Na apresentação do documento, o edil explicou que estão assegurados um conjunto de investimentos com execução no ano de 2026 e exemplificou as piscinas de Vialonga, o laboratório de restauro e acervo dos museus, que já tem visto do Tribunal de Contas, a reabilitação de escolas, com a conclusão da reabilitação da Escola Básica de Vialonga, Alpriate e Romeu Gil, no Forte da Casa, que vai ter pré-escolar.
Na discussão do orçamento, o eleito do Livre, Daniel Ferreira, lamentou que a câmara tenha optado por manter apoios à tauromaquia, ao invés, por exemplo, de reforçar rubricas ligadas à habitação ou cultura e acolher algumas das propostas do partido. Ainda assim, assumindo “uma postura de responsabilidade”, o Livre absteve-se na votação.
O mesmo sentido de voto partiu da CDU, mas com André Nunes a sublinhar que o documento não responde a problemas estruturais e segue o mesmo modelo desde há décadas.
Do Chega, Diogo Monteiro defendeu que as medidas de alívio fiscal, através da redução de IMI e IRC, podiam ter ido mais longe e lamentou a “elevada dependência” de fundos externos para concretizar projectos. Classificou ainda os valores transferidos para as juntas como “desajustados da realidade”, com um aumento apenas à taxa da inflação. O Chega queria que as juntas recebessem mais 10 mil euros cada uma.
A Coligação Nova Geração (PSD/IL) votou a favor, não querendo ser “uma força de bloqueio”, ainda que o eleito Nuno Almeida tenha referido o “desaparecimento” da verba para construção do novo Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria.
Na Assembleia Municipal foi ainda aprovado por maioria, com abstenções do Livre, CDU e Chega, o Mapa de Pessoal da Câmara e dos SMAS para 2026 e a actualização da tabela de taxas e preços para 2026 ao valor da inflação.


