Política | 18-02-2026 20:43
Assembleia Municipal de VFX viabilizou orçamento de 150 milhões para 2026
Fernando Paulo Ferreira
Orçamento da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para 2026 foi aprovado em assembleia muncipal com votos a favor do PS, Nova Geração e presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa. O Livre absteve-se e a CDU e o Chega votaram contra o documento.
A Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira aprovou por maioria o orçamento para 2026, com votos a favor do PS, Nova Geração e presidente da União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, abstenção da bancada do Livre e votos contra dos eleitos da CDU e do Chega. O orçamento municipal para este ano está fixado em 150 milhões de euros.
Na reunião que decorreu no dia 18 de Fevereiro, o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), alertou que este ano e os seguintes serão desafiantes, tendo em conta os prejuízos que resultam das intempéries. “Estamos a perceber até onde vão os auxílios do Governo em relação à reposição da normalidade infraestrutural do concelho”, disse o autarca.
Na apresentação do documento, o edil explicou que estão assegurados um conjunto de investimentos com execução no ano de 2026 e exemplificou as piscinas de Vialonga, o laboratório de restauro e acervo dos museus, que já tem visto do Tribunal de Contas, a reabilitação de escolas, com a conclusão da reabilitação da Escola Básica de Vialonga, Alpriate e Romeu Gil, no Forte da Casa, que vai ter pré-escolar.
Na discussão do orçamento, o eleito do Livre, Daniel Ferreira, lamentou que a câmara tenha optado por manter apoios à tauromaquia, ao invés, por exemplo, de reforçar rubricas ligadas à habitação ou cultura e acolher algumas das propostas do partido.
Da parte da CDU, que votou contra o documento, André Nunes sublinhou que o orçamento não responde a problemas estruturais e segue o mesmo modelo desde há décadas. “Pouco investimento municipal próprio e alheamento nas áreas da habitação e reforço das freguesias. Desfasamento entre a receita efectiva e a despesa efectiva. Excessiva dependência do PRR e Portugal 2030”, reiterou.
Do Chega, Diogo Monteiro defendeu que as medidas de alívio fiscal, através da redução de IMI e IRC, podiam ter ido mais longe e lamentou a “elevada dependência” de fundos externos para concretizar projectos. Classificou ainda os valores transferidos para as juntas como “desajustados da realidade”, com um aumento apenas à taxa da inflação.
A Coligação Nova Geração (PSD/IL) votou a favor, não querendo ser “uma força de bloqueio”, ainda que o eleito Nuno Almeida tenha referido o “desaparecimento” da verba para construção do novo Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria.
Notícia para ler na íntegra na edição impressa de O MIRANTE
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