Política | 19-02-2026 16:32
Câmara de Tomar aprova nova estrutura orgânica
Executivo da Câmara de Tomar aprovou a criação de quatro departamentos e a reorganização profunda dos serviços municipais. Proposta mereceu votos contra do PS, que alertou para o aumento de custos e para a concentração de poder na presidência.
O executivo da Câmara Municipal de Tomar aprovou a nova estrutura orgânica do município, com votos contra dos vereadores do PS. A proposta foi apresentada pelo presidente Tiago Carrão (PSD) na reunião de câmara extraordinária que decorreu na manhã de 19 de Fevereiro. Seguirá agora para apreciação da assembleia municipal, devendo o processo ficar concluído na sessão camarária de 9 de Março, com a aprovação do respectivo regulamento.
A principal alteração passa pela criação de quatro departamentos, substituindo o modelo anterior que contava apenas com um Departamento de Obras Municipais. A nova organização distribui os serviços por quatro grandes áreas: Serviços Partilhados (que inclui recursos humanos, finanças, contratação pública e sistemas de informação); Obras Municipais, Infraestruturas e Ambiente (abrangendo projectos, ambiente, gestão de activos e manutenção de edifícios); Urbanismo e Desenvolvimento Territorial (responsável pela gestão urbanística e planeamento do território); e Desenvolvimento Humano e Económico (que integra educação, coesão social e saúde, associativismo, desporto e juventude, economia e empreendedorismo, cultura e habitação).
Ficam ainda na dependência directa da presidência vários gabinetes e serviços, como o apoio à presidência, o apoio às juntas de freguesia, auditoria e controlo de qualidade, protecção civil, bombeiros municipais e projectos estratégicos. Segundo Tiago Carrão, a nova estrutura pretende tornar o município mais ágil, acelerar decisões e clarificar competências internas.
Oposição critica aumento de custos e concentração de poder
O vereador Hugo Cristóvão (PS) contestou a reorganização, defendendo que o novo organograma concentra excessivamente o poder no presidente, fazendo desaparecer a referência ao órgão executivo no esquema apresentado. Hugo Cristóvão considerou que não se trata apenas de uma alteração, mas de uma duplicação da estrutura, com um aumento expressivo de cargos dirigentes. De acordo com as contas apresentadas pelo socialista, o município passa de um para quatro departamentos, de 9 para 18 divisões e de 5 para 17 unidades, o que representará um acréscimo superior a 60 mil euros por mês apenas em chefias. Ao longo do mandato, estimou, o valor poderá ultrapassar os quatro milhões de euros.
Na resposta, Tiago Carrão rejeitou estes números, afirmando que muitas das chefias serão ocupadas por técnicos superiores do próprio município, já em posições remuneratórias elevadas, pelo que o custo real corresponderá apenas à diferença salarial associada às novas funções. O presidente sustenta que a reorganização é um investimento na valorização dos trabalhadores e permitirá uma gestão mais eficiente e alinhada com as prioridades definidas para o concelho.
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