Política | 02-03-2026 17:31

Fecho de urgências obstétricas do Hospital Vila Franca de Xira é "insensível" e "inaceitável"

Fecho de urgências obstétricas do Hospital Vila Franca de Xira é "insensível" e "inaceitável"

Caso venham a fechar as urgências de ginecologia e obstetrícia de VFX os utentes e autarcas falam numa decisão inaceitável e insensível. Futuro do serviço é decidido este mês.

Este mês fica decidido o destino a dar às urgências de ginecologia e obstetrícia do Hospital Vila Franca de Xira (HVFX), que têm o seu futuro incerto com a nova reorganização dos serviços que está a ser estudada pelo Ministério da Saúde.
Na última semana circulou entre os profissionais de saúde a quase certeza de que o serviço de VFX irá fechar portas para ser concentrado em Loures, no Hospital Beatriz Ângelo, situação que obrigará os enfermeiros especialistas de Vila Franca de Xira a terem de passar a trabalhar nas urgências obstétricas de Loures.
No entanto, Ana Paula Martins, Ministra da Saúde, ouvida no Parlamento na última semana, não foi clara no cenário que está a ser desenhado pelo ministério, tendo dito que as primeiras urgências regionais em obstetrícia funcionariam num primeiro momento na Península de Setúbal, centralizadas no Hospital Garcia de Orta e depois então na Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Franca de Xira e na ULS do Beatriz Ângelo em Loures. Quem não quis esperar para saber se os rumores do encerramento das urgências obstétricas de VFX são ou não verdade são os autarcas dos cinco concelhos servidos pelo hospital. Fernando Paulo Ferreira, presidente de Vila Franca de Xira, reage ao cenário do possível encerramento acusando a medida do Governo de ser “inaceitável, insensível e radicalmente oposta” aos interesses das populações. “Se esta decisão se verificar o Ministério da Saúde deixa sem recurso 250 mil pessoas, entre as quais as mais frágeis e que merecem especial atenção”, afirmou. Em reunião de câmara, na tarde de segunda-feira, 2 de Março, Fernando Paulo Ferreira lembrou que a ministra tem feito orelhas moucas aos pedidos de reunião dos autarcas servidos pelo hospital e considerou que enfraquecer os serviços do hospital é uma decisão errada. “Chegou a hora de nos unirmos, trazer as vozes das pessoas à grande arena da opinião pública e da casa da democracia para evitar este assassinato de um hospital que tem todas as condições para ter mais serviços e melhores condições de resposta às necessidades das pessoas. A hora é grave e exige união”, apelou.

* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal