Política | 10-03-2026 18:39

TODOS acusa executivo socialista de Alenquer de “vitimização” após chumbo da revisão orçamental

TODOS acusa executivo socialista de Alenquer de “vitimização” após chumbo da revisão orçamental

Oposição na Câmara de Alenquer chumbou a proposta de revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano de 2026. A coligação Todos acusa o executivo socialista de não cumprir compromissos assumidos em reunião privada. Já o presidente da autarquia defende que a proposta permitiria reforçar o investimento no concelho para fazer face aos estragos provocados pelo mau tempo.

A coligação Todos acusou o executivo socialista da Câmara Municipal de Alenquer de adoptar uma postura de “vitimização” após o chumbo da proposta de revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano (GOP) de 2026, na reunião pública de 9 de Março.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a coligação, que integra os vereadores do PSD, reagiu às declarações do presidente da câmara, João Nicolau, que acusou a oposição de ter bloqueado o reforço de investimento necessário para responder aos estragos provocados pelo mau tempo no concelho.
Segundo o Todos, numa reunião privada realizada a 2 de Março, a oposição manifestou disponibilidade para aprovar um orçamento rectificativo focado na recuperação de estradas e infra-estruturas danificadas, desde que fossem cumpridos compromissos como a redução da despesa com festas e eventos, o reforço das verbas para as freguesias e a apresentação de um relatório detalhado dos prejuízos.
Contudo, na reunião pública de 9 de Março, os vereadores do PSD, Filipe Rogeiro e Francisco Guerra, afirmam ter sido surpreendidos com uma proposta agregada que incluía alterações ao orçamento, às GOP e ao mapa de pessoal, sem reflectir os compromissos assumidos. De acordo com a coligação, a despesa com festas e eventos aumentaria 87.600 euros e o reforço de 200 mil euros para as freguesias seria insuficiente face aos danos registados.
O presidente João Nicolau defendeu que a revisão permitiria mobilizar mais de um milhão de euros para responder aos prejuízos provocados pelas intempéries, estimados em cerca de 14 milhões de euros. Ainda assim, a proposta acabou chumbada pela oposição, juntamente com a alteração ao mapa de pessoal que previa a criação de 73 novos postos de trabalho.

Notícia desenvolvida para ler numa edição impressa de O MIRANTE

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