TODOS acusa executivo socialista de Alenquer de “vitimização” após chumbo da revisão orçamental
Oposição na Câmara de Alenquer chumbou a proposta de revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano de 2026. A coligação Todos acusa o executivo socialista de não cumprir compromissos assumidos em reunião privada. Já o presidente da autarquia defende que a proposta permitiria reforçar o investimento no concelho para fazer face aos estragos provocados pelo mau tempo.
A coligação Todos acusou o executivo socialista da Câmara Municipal de Alenquer de adoptar uma postura de “vitimização” após o chumbo da proposta de revisão ao Orçamento e às Grandes Opções do Plano (GOP) de 2026, na reunião pública de 9 de Março.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a coligação, que integra os vereadores do PSD, reagiu às declarações do presidente da câmara, João Nicolau, que acusou a oposição de ter bloqueado o reforço de investimento necessário para responder aos estragos provocados pelo mau tempo no concelho.
Segundo o Todos, numa reunião privada realizada a 2 de Março, a oposição manifestou disponibilidade para aprovar um orçamento rectificativo focado na recuperação de estradas e infra-estruturas danificadas, desde que fossem cumpridos compromissos como a redução da despesa com festas e eventos, o reforço das verbas para as freguesias e a apresentação de um relatório detalhado dos prejuízos.
Contudo, na reunião pública de 9 de Março, os vereadores do PSD, Filipe Rogeiro e Francisco Guerra, afirmam ter sido surpreendidos com uma proposta agregada que incluía alterações ao orçamento, às GOP e ao mapa de pessoal, sem reflectir os compromissos assumidos. De acordo com a coligação, a despesa com festas e eventos aumentaria 87.600 euros e o reforço de 200 mil euros para as freguesias seria insuficiente face aos danos registados.
O presidente João Nicolau defendeu que a revisão permitiria mobilizar mais de um milhão de euros para responder aos prejuízos provocados pelas intempéries, estimados em cerca de 14 milhões de euros. Ainda assim, a proposta acabou chumbada pela oposição, juntamente com a alteração ao mapa de pessoal que previa a criação de 73 novos postos de trabalho.
Notícia desenvolvida para ler numa edição impressa de O MIRANTE


