Política | 11-03-2026 15:50

Vasco Cunha nega “lei da rolha” na Assembleia Municipal do Cartaxo

Vasco Cunha nega “lei da rolha” na Assembleia Municipal do Cartaxo

Sessão da Assembleia Municipal do Cartaxo ficou marcada por uma troca acesa de palavras entre o deputado da CDU Orlando Casqueiro e o presidente da mesa, Vasco Cunha. Em causa esteve o tempo de intervenção do eleito comunista, que acusou a presidência de aplicar uma “lei da rolha”, acusação rejeitada de imediato por Vasco Cunha, que invocou a proporcionalidade democrática e o cumprimento da lei.

A reunião da Assembleia Municipal do Cartaxo, realizada a 25 de Fevereiro, ficou marcada por um confronto entre Orlando Casqueiro, deputado da CDU, e Vasco Cunha, presidente daquele órgão autárquico. A polémica surgiu quando Orlando Casqueiro, que intervinha sobre a responsabilização de empresas como a Cartágua e a E-Redes na garantia de serviços em situações de emergência, foi avisado de que tinha esgotado o tempo disponível para usar da palavra. O deputado comunista não se ficou e acusou a mesa de tentar limitar o debate político. “Esta lei da rolha é, de facto, indigna e é antidemocrática, porque há problemas gravíssimos no nosso concelho e que nós não temos possibilidade de os colocar”, atirou.
Vasco Cunha respondeu de forma directa, recusando a acusação. “Não há nenhuma lei da rolha, como sabe”, afirmou, sustentando que os tempos de intervenção resultam da representatividade de cada força política e do número de votos obtidos nas últimas eleições. “Não posso fazer mais, não me peça para ir fazer campanha eleitoral consigo”, disse ainda o presidente da assembleia, numa resposta que adensou o clima de tensão.
Orlando Casqueiro acusou também o executivo de ter alterado o regimento depois de tomar posse, classificando essa mudança como antidemocrática. Vasco Cunha contrapôs que a CDU tem representação na Assembleia da República e que, se entende que a lei deve ser alterada, pode promover essa iniciativa por via legislativa, sublinhando que a mesa se limita a cumprir as regras em vigor. No final da sessão, Vasco Cunha apresentou os tempos de intervenção usados por cada bancada para contrariar a ideia de uma alegada limitação à CDU. Segundo os números divulgados, a CDU, com um único eleito, usou 21 minutos. O Partido Socialista, com sete eleitos, utilizou 31 minutos, enquanto o Chega, com três eleitos, registou 32 minutos. Com esses dados, o presidente da Assembleia Municipal do Cartaxo concluiu que a chamada “lei da rolha” está longe de se aplicar naquele órgão.

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