Política | 17-03-2026 12:00

Falta de recursos humanos anima debate político em Constância

Falta de recursos humanos anima debate político em Constância
Sérgio Oliveira e Júlia Amorim

Oposição fala em carência de trabalhadores na limpeza, recolha de resíduos e urbanismo. Executivo admite dificuldades no recrutamento mas assegura que o município continua a dar resposta.

A falta de recursos humanos voltou a marcar o debate político em Constância. Na última assembleia municipal, a discussão da alteração ao mapa de pessoal para 2026 transformou-se num frente-a-frente entre a oposição da CDU e o presidente da câmara, Sérgio Oliveira (PS), sobre o impacto da escassez de trabalhadores nos serviços municipais. A proposta acabou aprovada, mas com a abstenção da CDU e do Chega, depois de os eleitos comunistas alertarem para aquilo que consideram ser uma insuficiência preocupante de assistentes operacionais, sobretudo trabalhadores de rua, com reflexos na limpeza urbana, na recolha de resíduos e no funcionamento do urbanismo.
O executivo explicou que as alterações visam consolidar o mapa de pessoal, integrando recrutamentos já concluídos e ajustamentos decorrentes de aposentações. Está prevista a abertura de uma vaga para sapador florestal, na sequência de uma saída por reforma, a integração de um mecânico na Divisão Municipal de Serviços Técnicos e o reforço do atendimento com um assistente técnico. Júlia Amorim (CDU) questionou, no entanto, os lugares identificados como “cativos” e defendeu a abertura urgente de concursos, sublinhando que, na área dos sapadores florestais, seriam necessários pelo menos dois trabalhadores para garantir uma resposta eficaz.
Sérgio Oliveira reconheceu dificuldades no recrutamento, apontando a escassez de candidatos nas reservas disponíveis. No caso dos sapadores, esclareceu que o coordenador assumiu funções em ambas as equipas por opção própria, não se justificando, para já, a substituição imediata. Já Rui Ferreira (CDU) criticou a abertura tardia de concursos, afirmando que a demora contribuiu para o encerramento temporário de serviços e para o agravamento de problemas como o aumento de resíduos volumosos (“monos”) espalhados pelo concelho. Para o autarca, a falta de pessoal não pode servir de desculpa para a degradação do serviço prestado à população.
O presidente contrapôs com as dificuldades estruturais na contratação, salientando que em áreas técnicas como o urbanismo um novo funcionário pode demorar até um ano a tornar-se totalmente autónomo. Ainda assim, garantiu que Constância continua entre os municípios com maior celeridade na aprovação de projectos. Quanto ao encerramento temporário do urbanismo, explicou que a medida visou evitar a acumulação excessiva de processos, permitindo escoar pedidos pendentes. Em alguns casos, disse, foram emitidas certidões a declarar processos prontos para aprovação formal, possibilitando a concretização de contratos de compra e venda.

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