Política | 18-03-2026 15:00

PCP quer esclarecimentos do Governo sobre demolição da central do Pego

PCP quer esclarecimentos do Governo sobre demolição da central do Pego
Central do Pego vai começar a ser desmantelada em Março. Trabalhos devem durar três anos  - foto DR

Segurança da operação, descontaminação dos solos, venda de equipamentos e futuro dos terrenos libertados estão entre as dúvidas levantadas pelos comunistas.

O PCP questionou o Governo sobre a demolição da antiga central termoelétrica do Pego, em Abrantes, exigindo esclarecimentos sobre a segurança da operação, os impactos ambientais e o destino dos terrenos onde funcionou durante décadas a última central a carvão do país. Num requerimento dirigido à ministra do Ambiente e Energia, o deputado Alfredo Maia quer saber que garantias existem relativamente à intervenção em curso, ao tratamento dos solos e dos materiais removidos e à eventual utilização futura da área para novos projectos energéticos.
A demolição foi anunciada pela Tejo Energia em Fevereiro e arrancou este mês, devendo prolongar-se durante três anos. Segundo a empresa, a operação visa repor os terrenos “às suas condições de base”, com devolução em segurança e em conformidade ambiental. A fase final inclui a demolição com explosivos controlados das torres de refrigeração, com 116 metros de altura, e da chaminé principal, com 225 metros. No documento enviado à Assembleia da República, o PCP entende que a comunicação sobre esta operação deveria ter sido assegurada por uma entidade pública, dada a relevância histórica da central no Sistema Eléctrico Nacional. Os comunistas sublinham ainda que a intervenção decorre numa zona sensível, onde continua em funcionamento a central de ciclo combinado a gás natural do Pego.
Entre as perguntas colocadas está a possibilidade de a reabilitação dos solos permitir devolver os terrenos à sua condição rústica original. O partido quer também saber se a Tejo Energia poderá obter receitas com a venda internacional de equipamentos removidos, como os grupos turboalternadores. Outra das questões prende-se com o futuro dos cerca de 290 hectares que ficarão disponíveis após a recuperação ambiental. O PCP pergunta se esses terrenos poderão vir a acolher projectos de energia solar fotovoltaica, armazenamento de energia ou produção de hidrogénio verde. No mesmo requerimento, Alfredo Maia pede ainda esclarecimentos sobre o “Cluster do Pego”, promovido pela Endesa, criticando o facto de a avaliação de impacto ambiental estar a ser feita de forma fraccionada, através de vários procedimentos separados. O PCP considera que essa opção pode desvalorizar o impacto cumulativo do projecto no território.

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