Política | 18-03-2026 18:00

Taxas das associações nas Festas da Cidade geram debate no Entroncamento

Taxas das associações nas Festas da Cidade geram debate no Entroncamento
Nelson Cunha - foto O MIRANTE

Presidente da câmara, Nelson Cunha, explicou que o regulamento inclui alterações face a anos anteriores, nomeadamente ao nível dos horários de funcionamento.

A Aprovação das normas de participação nas Festas da Cidade do Entroncamento 2026 gerou debate político na reunião de câmara, com a oposição a defender uma redução das taxas cobradas às associações e a alertar para questões de segurança no recinto. A proposta regula a participação de tasquinhas, expositores e concessões de espaços e foi aprovada por maioria, mas com reservas por parte dos vereadores da oposição. O presidente da câmara, Nelson Cunha, explicou que o regulamento inclui alterações face a anos anteriores, nomeadamente ao nível dos horários de funcionamento. Assim, tasquinhas, farturas e food trucks poderão funcionar até à uma da manhã nos dias úteis e domingos, e até às três da manhã às sextas-feiras e sábados. O autarca referiu ainda que também houve ajustes nos valores a pagar, sublinhando que o município continua a assumir grande parte dos custos por cada stand.
O vereador Ricardo Antunes, do PS, considerou que a câmara devia “ir mais além” no apoio às colectividades e aliviar de forma mais expressiva os encargos de participação. Na sua opinião, o modelo actual, assente em descontos, pode dificultar a presença das associações nas festas. O socialista defendeu a criação de uma taxa mais simbólica, argumentando que muitas colectividades participam quase apenas para cobrir despesas e com grande pressão para conseguir angariar receitas. Nelson Cunha respondeu que a sugestão poderá ser analisada em futuras edições, mas considerou que, para este ano, o processo já está em andamento e que não seria benéfico voltar a validar as normas nesta fase.
Também Rui Madeira, vereador do PSD, manifestou apoio à proposta apresentada pelo PS, embora tenha deixado uma crítica política, lembrando que os socialistas não avançaram com essa medida durante os anteriores mandatos. O social-democrata aproveitou ainda para chamar a atenção para a necessidade de reforçar a segurança no recinto, sobretudo devido ao uso de equipamentos a gás em zonas de grande afluência de público. O presidente da câmara garantiu que essa matéria está a ser acautelada na preparação do evento. A proposta acabou por ser aprovada por maioria, com a abstenção dos vereadores socialistas.

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