Política | 30-03-2026 10:00

Tomar avisa que concelho precisa de estar mais preparado para fenómenos extremos

Tomar avisa que concelho precisa de estar mais preparado para fenómenos extremos

A tempestade Kristin passou há dois meses, mas Tomar continua a lidar com os estragos, os atrasos e as fragilidades que a intempérie expôs. Com 17 milhões de euros em prejuízos estimados e centenas de pedidos de apoio ainda por analisar, o município avisa que a resposta à emergência correu melhor do que o território está preparado.

Dois meses depois da tempestade Kristin, a Câmara de Tomar faz um balanço positivo da resposta de emergência, mas o cenário está longe de estar resolvido. Há milhões de euros em prejuízos, centenas de candidaturas por analisar e problemas que continuam a afectar a vida de muitas pessoas, sobretudo ao nível das telecomunicações, acessos e reposição integral de infra-estruturas. O presidente da câmara, Tiago Carrão, admite que a resposta inicial permitiu acudir às situações mais urgentes, mas alerta que o concelho ainda está a meio de um processo longo, exigente e dispendioso. A tempestade deixou um rasto de destruição com cerca de 2.000 ocorrências registadas, afectando habitações, equipamentos municipais, infra-estruturas e também empresas industriais.
Segundo o autarca, os prejuízos totais rondam os 17 milhões de euros. Desse valor, sete milhões dizem respeito a danos em infra-estruturas e equipamentos municipais, cinco milhões a habitações e cerca de 3,8 milhões à indústria. Números que revelam a dimensão de uma intempérie que abalou o concelho e expôs fragilidades na capacidade de resposta a eventos climáticos severos. Numa primeira fase, entre o final de Janeiro e meados de Fevereiro, o município criou uma unidade local de missão, em articulação com os bombeiros e a protecção civil, para responder às situações de emergência. Foi também lançado o regulamento “Recuperar Tomar”, apresentado pela autarquia como uma medida pioneira no país para apoiar directamente os munícipes afectados.
Ainda há dificuldades persistentes nas telecomunicações, constrangimentos em algumas vias e atrasos na recuperação de infra-estruturas consideradas essenciais. Tiago Carrão reconhece que ainda subsistem casos críticos, sobretudo para quem continua com limitações no acesso à internet e a serviços básicos. Ao nível dos apoios à habitação, foram submetidas 940 candidaturas para recuperação de habitação própria permanente. Destas, 183 já foram analisadas e remetidas para aprovação, 157 continuam em análise e cerca de 600 permanecem ainda por avaliar. A autarquia reforçou o acompanhamento social, psicológico e o encaminhamento para soluções de alojamento, sobretudo junto de idosos e pessoas com necessidades permanentes. Também a comunidade local teve um papel relevante, com redes de vizinhança, voluntários, empresas e associações a mobilizarem-se para ajudar na recuperação de habitações e no apoio às populações mais afectadas. O presidente da câmara destaca, em particular, o papel das juntas de freguesia, considerando que a proximidade às populações e a capacidade de intervenção rápida foram determinantes para acudir a muitas das situações mais urgentes.

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