Política | 01-04-2026 10:00

Congresso da Sopa sai do Mouchão e mudança gera críticas em Tomar

Congresso da Sopa sai do Mouchão e mudança gera críticas em Tomar

A mudança do Congresso da Sopa de 2026 para o parque urbano de Tomar, no antigo parque de campismo, está a gerar contestação política. O PS considera que o evento perde centralidade e qualidade ao sair do Mouchão, enquanto o executivo PSD justifica a decisão com a necessidade de proteger uma das zonas mais emblemáticas da cidade.

O Congresso da Sopa, marcado para 9 de Maio de 2026, vai realizar-se no parque urbano de Tomar, no antigo parque de campismo, em vez do local habitual no Mouchão. A decisão foi aprovada na reunião de câmara de 23 de Março, mas não passou sem reparos, nomeadamente do vereador socialista Hugo Cristóvão, que se absteve na votação e assumiu publicamente a sua discordância.
O presidente da câmara, Tiago Carrão, defendeu a mudança com a necessidade de preservar o Mouchão, que classificou como “um espaço único no nosso concelho e na nossa cidade”, sustentando que ali deve existir o mínimo possível de eventos. Segundo explicou, o município está a estudar, em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente, projectos para as margens do Nabão, incluindo soluções de engenharia natural destinadas a estabilizar e preservar aquela zona. Na mesma intervenção, Tiago Carrão sustentou que o antigo parque de campismo tem potencial para acolher iniciativas desta dimensão, podendo afirmar-se como espaço urbano de eventos e também de usufruto regular pela população.
Do lado do PS, Hugo Cristóvão criticou a opção do executivo, considerando que o Congresso da Sopa passa para um local “pior, mais escondido e com piores condições” para receber um evento desta natureza. O vereador lembrou que a iniciativa decorreu quase sempre no Mouchão, salvo raras excepções, e sublinhou que aquele espaço é “uma das nossas melhores salas de visita”. Hugo Cristóvão aproveitou ainda para contestar o fim do parque de autocaravanas ali existente, alertando para a inexistência de uma alternativa e para os prejuízos que essa decisão pode causar no turismo e no comércio local. O socialista apontou também aquilo que entende ser uma incoerência do executivo, ao defender mais estacionamento para a cidade ao mesmo tempo que elimina lugares existentes.
Tiago Carrão afirmou que o parque de autocaravanas funcionava “sem grandes condições e sem grande dignidade”, apontando problemas sanitários e lembrando que não é legalmente possível permitir dormidas em leito de cheia. Ainda assim, garantiu que a autarquia está a trabalhar na identificação de um espaço alternativo, reconhecendo a importância do turismo itinerante para Tomar e para o concelho.

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