Câmara de Alenquer com um resultado positivo de 1,6 ME nas contas de 2025
Depois de um ano de prejuízo, a Câmara de Alenquer voltou a apresentar resultados positivos em 2025. O aumento das receitas, sobretudo de impostos e transferências, impulsionou o saldo. Ainda assim, a oposição critica o nível de investimento e o crescimento da despesa.
A Câmara Municipal de Alenquer encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo de 1,6 milhões de euros (ME), de acordo com o respectivo Relatório de Contas, aprovado por maioria na última reunião pública do executivo municipal.
Em 2024, o resultado do município tinha sido negativo em 372 mil euros, segundo o Relatório de Contas de 2025.
A execução orçamental da receita, no ano passado, foi de 93,1%, uma vez que, de um orçamento corrigido de 51,8 ME, foram cobrados 48,1 ME, mais de 5 ME face a 2024.
Para esta diferença contribuiu o aumento da receita corrente em 7,9 ME, passando de 33,7 ME para 41,6 ME, por via das transferências correntes (de 14,6 ME para 18,5 ME) e dos impostos directos (de 13,5 ME para 16,7 ME). Dentro destes, destacam-se o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (que passou de 4,2 ME para 6,7 ME) e o Imposto Municipal sobre Imóveis (de 5,7 ME para 6,1 ME).
A execução orçamental da despesa foi de 78,2%, já que, de um orçamento corrigido de 51,8 ME, foram pagos 41 ME.
Trata-se de um aumento de quase 2 ME face a 2024, influenciado pelo aumento da despesa corrente em 3,2 ME e pela diminuição da despesa de capital em 1,4 ME.
Os custos correntes subiram de 32,3 ME para 35,6 ME, devido sobretudo aos gastos com pessoal, com a aquisição de bens e serviços (de 10,3 ME para 10,9 ME) e com as transferências correntes (de 4,5 ME para 5,2 ME).
O relatório foi aprovado com os votos a favor do executivo PS e do vereador independente, Tiago Pedro, abstenções dos dois vereadores do PSD e voto contra do eleito do Chega.
“As contas reflectem políticas que não são as nossas, que não são as nossas prioridades e para as quais não contribuímos”, afirmou Francisco Guerra, eleito pelo PSD, que apesar disso não quis inviabilizar as contas para “permitir que a governação avance”.
O vereador Carlos Sequeira justificou o voto contra por as contas “reflectirem opções de gestão com que o Chega não se identifica” e destacou o aumento das despesas fixas com pessoal, o que “limita a capacidade de investimento”.
O Relatório de Contas de 2025 vai ainda ser submetido à Assembleia Municipal de Alenquer, órgão que se reúne este mês e em que o PS também não tem maioria.
Notícia para ler na íntegra numa edição impressa de O MIRANTE


