Política | 07-04-2026 18:22

Câmara de Alenquer com um resultado positivo de 1,6 ME nas contas de 2025

Câmara de Alenquer com um resultado positivo de 1,6 ME nas contas de 2025

Depois de um ano de prejuízo, a Câmara de Alenquer voltou a apresentar resultados positivos em 2025. O aumento das receitas, sobretudo de impostos e transferências, impulsionou o saldo. Ainda assim, a oposição critica o nível de investimento e o crescimento da despesa.

A Câmara Municipal de Alenquer encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo de 1,6 milhões de euros (ME), de acordo com o respectivo Relatório de Contas, aprovado por maioria na última reunião pública do executivo municipal.
Em 2024, o resultado do município tinha sido negativo em 372 mil euros, segundo o Relatório de Contas de 2025.
A execução orçamental da receita, no ano passado, foi de 93,1%, uma vez que, de um orçamento corrigido de 51,8 ME, foram cobrados 48,1 ME, mais de 5 ME face a 2024.
Para esta diferença contribuiu o aumento da receita corrente em 7,9 ME, passando de 33,7 ME para 41,6 ME, por via das transferências correntes (de 14,6 ME para 18,5 ME) e dos impostos directos (de 13,5 ME para 16,7 ME). Dentro destes, destacam-se o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (que passou de 4,2 ME para 6,7 ME) e o Imposto Municipal sobre Imóveis (de 5,7 ME para 6,1 ME).
A execução orçamental da despesa foi de 78,2%, já que, de um orçamento corrigido de 51,8 ME, foram pagos 41 ME.
Trata-se de um aumento de quase 2 ME face a 2024, influenciado pelo aumento da despesa corrente em 3,2 ME e pela diminuição da despesa de capital em 1,4 ME.
Os custos correntes subiram de 32,3 ME para 35,6 ME, devido sobretudo aos gastos com pessoal, com a aquisição de bens e serviços (de 10,3 ME para 10,9 ME) e com as transferências correntes (de 4,5 ME para 5,2 ME).
O relatório foi aprovado com os votos a favor do executivo PS e do vereador independente, Tiago Pedro, abstenções dos dois vereadores do PSD e voto contra do eleito do Chega.
“As contas reflectem políticas que não são as nossas, que não são as nossas prioridades e para as quais não contribuímos”, afirmou Francisco Guerra, eleito pelo PSD, que apesar disso não quis inviabilizar as contas para “permitir que a governação avance”.
O vereador Carlos Sequeira justificou o voto contra por as contas “reflectirem opções de gestão com que o Chega não se identifica” e destacou o aumento das despesas fixas com pessoal, o que “limita a capacidade de investimento”.
O Relatório de Contas de 2025 vai ainda ser submetido à Assembleia Municipal de Alenquer, órgão que se reúne este mês e em que o PS também não tem maioria.

Notícia para ler na íntegra numa edição impressa de O MIRANTE

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