Falhas no saneamento na Carregueira geram preocupação na Chamusca
Falta de saneamento básico em várias zonas da Carregueira marcaram debate na reunião de Câmara da Chamusca, com a oposição a exigir maior escrutínio sobre a actuação da Águas do Ribatejo. O presidente do município, Nuno Mira, garantiu que vai pedir explicações à empresa intermunicipal.
A falta de saneamento básico em várias ruas da Carregueira voltou a ganhar força no debate político na reunião de câmara da Chamusca, com o vereador da oposição João Santos a defender que “é importante escrutinar o trabalho da Águas do Ribatejo”, empresa intermunicipal responsável pela rede de abastecimento de água no concelho. Do outro lado, o presidente da câmara, Nuno Mira, assumiu o compromisso de pedir esclarecimentos à empresa para apurar o ponto de situação de um problema que, longe de ser novo, continua sem resposta no terreno.
A questão arrasta-se há vários anos e já motivou protestos públicos da população da Carregueira. Em 2019, moradores deslocaram-se mesmo à reunião do executivo para reclamar a instalação da rede, numa altura em que a autarquia remetia a responsabilidade para a Águas do Ribatejo. Mais tarde, em 2021, foi lançado um concurso para reforçar o saneamento básico naquela localidade, com uma intervenção que previa a ampliação de cerca de 1,5 quilómetros de rede e a eliminação de fossas sépticas em arruamentos da povoação. Apesar do investimento realizado pela empresa intermunicipal na região, a realidade mostra que subsistem bolsas sem cobertura, sobretudo em aldeias mais pequenas e isoladas. Em 2025, a Águas do Ribatejo indicava já ter investido mais de 160 milhões de euros nos sete municípios associados, mantendo o reforço da rede de saneamento entre as prioridades. O tema ultrapassa a Carregueira e espelha uma fragilidade estrutural que continua a afectar várias povoações isoladas da região.


