Protocolo de videovigilância com a PSP em Tomar deu que falar
Vereador do PS questionou legalidade política do procedimento e defende que a câmara devia ter deliberado antes da assinatura do documento. Maioria diz que alterações eram apenas administrativas.
O processo de aprovação do protocolo de financiamento com a PSP para a utilização dos equipamentos de videovigilância em Tomar gerou críticas do PS na reunião de câmara de 23 de Março. Em causa está o facto de o documento ter sido assinado antes de ser submetido à apreciação do executivo municipal, situação que o vereador socialista Hugo Cristóvão considerou inadequada. Apesar de o protocolo ter acabado por ser aprovado por unanimidade, Hugo Cristóvão defendeu que a câmara deveria ter deliberado previamente sobre o documento e não limitar-se a ratificar uma decisão já tomada. “Tirando situações de urgência expressa, é um tipo de tema que não devia ser uma rectificação, deveria ser uma aprovação prévia”, afirmou, sublinhando tratar-se já do terceiro protocolo assinado sobre o mesmo assunto.
Em resposta, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão (PSD/CDS), explicou que o protocolo agora aprovado é, no essencial, o mesmo que tinha sido votado em Setembro, tendo sofrido apenas alterações administrativas relacionadas com a substituição dos representantes das duas entidades envolvidas, quer do lado do município quer do lado da PSP. Na leitura do autarca, a decisão de fundo já tinha sido tomada anteriormente pelo executivo. Ainda assim, a discussão centrou-se mais no procedimento do que no conteúdo do protocolo, não estando em causa, para nenhum dos lados, a utilidade do sistema de videovigilância. Tiago Carrão aproveitou para reforçar a importância do investimento, apontando como exemplo o assalto ocorrido na madrugada de 22 de Março à agência da seguradora Generali Tranquilidade, na Rua de Coimbra, em Tomar. Nesse caso, os autores partiram o vidro da montra com pedras, embora não tenham levado quaisquer bens. “Há, claramente esta necessidade”, afirmou o presidente.


