Política | 15-04-2026 11:58
Azambuja aprova estudo para ligar a Nacional 3 à A1 em Vila Nova da Rainha
Ligação rodoviária à autoestrada vai ser reivindicada ao Governo após a realização de um estudo prévio que será entregue ao ministério das Infraestruturas. Pretensão antiga ganha nova força com a aprovação da proposta.
O executivo da Câmara de Azambuja aprovou, por maioria, uma proposta para a realização de um estudo prévio para a ligação rodoviária à A1 e requalificação do nó nascente da Estrada Nacional 3 em Vila Nova da Rainha. A proposta, apresentada pelo PSD na reunião camarária de 14 de Abril, foi aprovada com uma abstenção do Chega.
A vereadora social-democrata, Margarida Lopes indicou que é há muito conhecido o problema na Estrada Nacional (EN) 3, “um dos principais eixos logísticos do país”, onde diariamente circulam “milhares de veículos pesados com impacto directo na segurança rodoviária, no desgaste das infraestruturas e na qualidade de vida das populações”.
“O excesso de tráfego na EN3 continua sem solução estrutural. Ao longo dos anos foram sendo apresentadas ideias, mas nenhuma resolveu o problema. O que faz falta é uma ligação estruturante à A1 no eixo entre Vila Nova da Rainha e Azambuja que permita servir a zona empresarial e retirar tráfego da Nacional 3, melhorando o funcionamento de todo este corredor”, defendeu, acrescentando que essa ligação pode igualmente “desempenhar um papel determinante na viabilização de novos projectos de investimento empresarial nomeadamente em áreas a norte da autoestrada, reforçando a actividade e a competitividade do concelho”.
Margarida Lopes notou que numa visita a Azambuja, em período de campanha eleitoral, o ministro das Infraestruturas disse que a construção de uma ligação à A1 “é perfeitamente exequível” e que perante esse contexto “o município tem de se preparar, tem de ter uma posição, uma proposta e tem de ter trabalho feito” para pode “exigir soluções ao Governo”.
Além do estudo prévio para a definição da ligação rodoviária à A1 no eixo entre Vila Nova da Rainha e Azambuja, a proposta ambiciona a definição de uma solução para a construção de uma nova rotunda na Nacional 3 em Vila Nova da Rainha- “para acabar com um ponto crítico na segurança rodoviária”- e que se identifiquem as áreas adequadas para o estacionamento de veículos pesados nas freguesias de Azambuja, Aveiras de Cima e Vila Nova da Rainha, de modo a pôr término à “desorganização do território e problemas de segurança”. O trabalho, assim que estiver concluído, deve ser enviado ao Ministério das Infraestruturas e às Infraestruturas de Portugal.
O presidente do município, Silvino Lúcio (PS), afirmou que a ligação da autoestrada entre Aveiras de Cima e Vila Nova da Rainha “não é novidade”, estando prevista no Plano Director Municipal. Mas, admitiu, tem “muitas dúvidas que seja efectuada ainda para mais com o trajecto do TGV a passar” nessa zona. O socialista levantou ainda a questão do financiamento: “no mínimo são 10 milhões de euros, não estou a ver o Estado predisposto a pagar”.
O vice-presidente, António José Matos (PS), mais alinhado e esperançoso com a proposta, lembrou que há uma estrada junto a uma das empresas em Vila Nova da Rainha que “tem de ser acabada” que iria não só contribuir para a diminuição do tráfego de veículos pesados na EN3 e permitir a ligação à autoestrada. “É uma infraestrutura que defendemos há muito tempo e que pode ser um novo polo de desenvolvimento industrial”, disse.
Segundo avançou, “Azambuja produz por ano 2,1 mil milhões de euros que vão para o Estado que tem a obrigação de fazer a rotunda em Vila Nova da Rainha e de fazer aquela estrada por forma a ligar à autoestrada” e o “TGV não pode ser um impedimento”. O concelho de Azambuja, vincou, tem uma “plataforma logística que fornece toda a área metropolitana [de Lisboa], todo o centro e sul [do país], o que faz do problema do tráfego e da segurança rodoviária “um problema do país” e não apenas municipal. E referiu que é tempo de as estradas municipais pararem de estar sobrecarregadas com a circulação de camiões, defendendo a sua proibição.
A vereadora do Chega, Ana Sofia Félix, optou pela abstenção à realização do estudo prévio por considerar que o concelho tem a “logística encravada no meio da habitação” e por não conseguir perceber onde é que a ligação à A1 vai melhorar as condições de vida das pessoas. Deixou ainda no ar algumas questões como se foi feita uma auscultação às empresas de logística para se saber se estão interessadas em “andar mais quilómetros e pagar autoestrada para deslocar os camiões”.
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