Política | 16-04-2026 11:34

Problema dos resíduos nas ruas em VFX não se resolve por cansaço

Problema dos resíduos nas ruas em VFX não se resolve por cansaço

Autarca da Coligação Nova Geração (PSD/IL), David Pato Ferreira, assina artigo de opinião onde critica falta de coragem dos municípios para enfrentar os problemas.

Em Loures e Vila Franca de Xira a estratégia para a recolha dos resíduos que proliferam nas ruas parece ser “esperar que o problema se resolva por exaustão”. É desta forma que David Pato Ferreira, vereador da coligação Nova Geração (PSD/IL) em Vila Franca de Xira, descreve a actuação de executivos municipais nesses territórios. Num artigo de opinião assinado no Observador, o autarca aponta a falta de resposta a um problema que se agrava há anos na Área Metropolitana de Lisboa (AML).
A crítica surge num contexto mais amplo: a AML, responsável por mais de um terço da riqueza nacional, continua, segundo o autarca, a ser um território onde “todos reconhecem os problemas, mas poucos assumem a coragem de os enfrentar”. Falta planeamento, decisões e capacidade de execução e diz, durante demasiado tempo faltou responsabilidade política. Com o actual alinhamento entre várias autarquias e o Governo, esse argumento deixou de existir, defende.
Na gestão de resíduos, o autor sublinha que a AML produz milhões de toneladas anuais e opera num sistema que já ultrapassou a sua capacidade. Denuncia que, em alguns municípios, a deposição ilegal se tornou quase parte da paisagem urbana, como acontece em Loures e Vila Franca de Xira.
“O país não cresce sem uma metrópole competitiva”, defende David Pato Ferreira, que lembra que a capital do país deve deixar de ser um território reactivo e passar a planear e liderar, com ambição técnica e coragem política, assumindo o seu papel central no desenvolvimento do país. “A mobilidade é talvez o exemplo mais óbvio da distância entre o que se promete e o que se concretiza. A AML precisa de estratégia, estabilidade, visão técnica, coragem política e sobretudo de uma liderança que não confunda governação com propaganda, nem proximidade partidária com complacência”, defende o autarca.
O artigo sublinha que o actual alinhamento político cria uma oportunidade inédita para coordenar políticas metropolitanas sem bloqueios partidários, mas também aumenta a responsabilidade. “Se falharmos, a falha será exclusivamente nossa”, avisa.

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