Política | 18-04-2026 18:00

Cartaxo garante PRR para Loja do Cidadão e afasta perda de 1,7 milhões

Cartaxo garante PRR para Loja do Cidadão e afasta perda de 1,7 milhões

Nova Loja do Cidadão do Cartaxo está atrasada, mas o presidente da câmara garante que o concelho não vai perder os 1,71 milhões de euros do PRR destinados à obra. A oposição socialista fala num cenário preocupante.

A Câmara do Cartaxo garante que não vai perder os cerca de 1,71 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinados à construção da nova Loja do Cidadão, apesar dos atrasos na empreitada. A garantia foi deixada pelo presidente do município, João Heitor, em resposta às críticas do PS, que alertou para o risco de a obra falhar os prazos exigidos para acesso aos fundos comunitários. “Não vamos perder este dinheiro. Isso é uma garantia”, afirmou o autarca na reunião de câmara realizada esta quinta-feira, 16 de Abril, numa tentativa de travar a polémica gerada pelo comunicado dos socialistas. No documento, o PS/Cartaxo considerou “praticamente impossível” concluir a obra dentro do calendário inicialmente previsto, admitindo que o município possa vir a sofrer um prejuízo financeiro relevante.
Além da questão dos prazos, os socialistas chamaram a atenção para o aumento das queixas de moradores da zona envolvente, que se queixam de trabalhos nocturnos com níveis elevados de ruído para além das 20h00. Para a oposição, trata-se de uma situação preocupante, até porque a empreitada já levantava dúvidas do ponto de vista patrimonial. João Heitor reconheceu, no entanto, que a nova Loja do Cidadão não estará concluída em Maio, como inicialmente previsto. Ainda assim, sublinhou que os atrasos eram já expectáveis e tinham sido sinalizados no mandato anterior e no actual.
O presidente da câmara assegurou que o processo está a ser acompanhado de forma permanente pelo executivo, em articulação com o Governo, nomeadamente com o gabinete do ministro das Infra-estruturas, lembrando que o Cartaxo conseguiu captar financiamento numa altura em que poucos acreditavam que o concelho viesse a ser contemplado. Garantindo que a Loja do Cidadão “vai acontecer”, João Heitor defendeu que processos desta dimensão exigem sentido institucional, cooperação e responsabilidade, deixando também o aviso de que a autarquia exigirá responsabilidades sempre que isso se justificar.

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