Política | 21-04-2026 21:00

Tomar, Barquinha e Benavente entre os municípios que garantiram maioria por acordo pós-eleitoral

Tomar, Barquinha e Benavente entre os municípios que garantiram maioria por acordo pós-eleitoral
Tiago Carrão, Sónia Ferreira e Manuel Mourato

Região também entrou no mapa dos acordos pós-eleitorais que mudaram a cor e a força dos executivos municipais: em Tomar, Vila Nova da Barquinha e Benavente, entendimentos depois das autárquicas permitiram transformar lideranças sem maioria absoluta em governações com margem reforçada.

Seis meses depois das eleições autárquicas, mais de duas dezenas de câmaras municipais do país transformaram executivos minoritários em maiorias absolutas através de acordos políticos, distribuição de pelouros e entendimentos com eleitos da oposição. Na região, os casos de Tomar, Vila Nova da Barquinha e Benavente colocam a região entre os exemplos de municípios onde a estabilidade governativa foi assegurada já depois do voto.
Em Tomar, a coligação AD (PSD/CDS), vencedora das eleições, ficou empatada com o PS em número de vereadores, com três eleitos para cada lado. Para garantir maioria no executivo, o presidente Tiago Carrão chamou à governação o vereador eleito pelo Chega, assegurando assim condições de estabilidade política no município nabantino. Também no distrito de Santarém, em Vila Nova da Barquinha, o PS alcançou um entendimento com a única vereadora eleita pelo PSD, num acordo assumido como forma de garantir “estabilidade governativa” no concelho. Já em Benavente, a presidente da câmara, Sónia Ferreira, eleita pela coligação AD, atribuiu pelouros ao vereador do Chega, Frederico Colaço Antunes, na sequência de um entendimento político destinado a assegurar “uma governação estável”.
Os três casos colocam a região no mapa nacional dos acordos pós-eleitorais que redesenharam a governação local depois das autárquicas de Outubro de 2025. A nível nacional, dos 308 municípios portugueses, 233 saíram das eleições com maioria absoluta, mas em mais de duas dezenas de câmaras a solução governativa só ficou fechada nas semanas e meses seguintes, através de negociações entre forças políticas adversárias ou com vereadores que entretanto passaram a independentes.

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