Chega de Ourém soma seis renúncias em seis meses
Seis renúncias em seis meses deixaram o Chega fragilizado em Ourém e até mais de um mês sem representação no executivo municipal, situação agora desbloqueada com a entrada de Cristina Pereira para a vaga deixada por Rita Sousa.
Em apenas seis meses de mandato, o Chega já soma seis renúncias em Ourém, num cenário de instabilidade política que tem marcado o arranque do partido no concelho. Das seis saídas, quatro ocorreram na câmara municipal, uma na assembleia municipal e outra na Assembleia de Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias. A situação ganhou particular relevo no executivo camarário, onde o partido, que elegeu pela primeira vez um vereador, esteve mais de um mês sem representação efectiva, até à entrada de Cristina Pereira para ocupar a vaga deixada em aberto.
Depois de várias semanas de indefinição, marcadas por recusas sucessivas entre os elementos da lista candidata às últimas eleições autárquicas, Cristina Pereira assumiu finalmente funções como nova representante do Chega na Câmara de Ourém. A entrada da nova vereadora surge na sequência da renúncia de Rita Sousa, formalizada a 4 de Março e justificada com razões pessoais. A saída de Rita Sousa abriu um novo episódio de instabilidade interna num partido que, apesar de ter conquistado pela primeira vez um lugar no executivo municipal, tem revelado dificuldades em assegurar continuidade política e institucional. Durante o período de transição, a representação do Chega foi assegurada por Luís Alves, terceiro nome da candidatura, mas sem que isso resolvesse de forma definitiva o problema da substituição. O impasse prolongou-se durante mais de um mês, deixando o partido sem presença efectiva no órgão executivo.
A entrada de Cristina Pereira vem restabelecer a representação do Chega na Câmara Municipal de Ourém. A nova vereadora diz querer assumir uma oposição activa, acompanhando de perto a actividade do município e intervindo em matérias que considera prioritárias para o concelho. Entre os temas que Cristina Pereira pretende seguir com maior atenção estão os impactos das recentes intempéries em Ourém, assim como a eventual proposta para a realização de uma auditoria externa à gestão municipal. A sua entrada no executivo encerra, para já, um período conturbado, mas não apaga o facto de o Chega ter protagonizado, nos primeiros seis meses deste mandato, uma sucessão de saídas que levanta dúvidas sobre a sua capacidade de estabilidade e afirmação política no concelho.


