Política | 24-04-2026 13:27

Centenas reivindicam saneamento básico em localidades de Torres Novas

Centenas reivindicam saneamento básico em localidades de Torres Novas
Cerca de 40 pessoas, subscritoras da petição, marcaram presença na última sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas

Moradores de várias localidades que não estão abrangidas por saneamento básico assinaram petição que foi entregue à assembleia municipal.

Foram perto de 300 as pessoas que assinaram a petição a reivindicar a implementação de rede de saneamento básico em localidades do concelho de Torres Novas, entre outras, Vale Carvão, Bonflorido, Caveira, Carril, e Foros da Barreta. O documento foi entregue por André Castro na última sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas, de 23 de Abril, na qual marcaram presença cerca de 40 signatários.

Em representação dos subscritores, André Castro explicou que com o documento entregue estão a requerer àquele órgão deliberativo que recomende à Câmara de Torres Novas a avaliação técnica e financeira com vista à implementação de rede pública de saneamento básico nestas localidades; que promova a análise de integração desta necessidade em instrumentos de planeamento municipal e eventuais candidaturas a financiamento nacional ou comunitário, e que enquanto não for instalada a rede que se avalie, em articulação com a Águas do Ribatejo, a criação de um modelo organizado de limpeza das fossas sépticas nas localidades abrangidas.

Segundo o morador, na sua vizinhança existem 231 casas, das quais cerca de 35 casas estão vazias ou devolutas e há cerca de três dezenas de terrenos onde ainda é possível construir. “Falo disto pela potencialidade de atracção de residentes. Eu próprio morava em Lisboa e vim morar para aqui”, referiu, considerando que a implementação da rede é “essencial para o desenvolvimento de qualquer território”. André Castro lembrou ainda que há uma ETAR a três quilómetros de distância e que o município não se pode esquecer que é vizinho da Reserva Natural do Paúl do Boquilobo. “Não estamos do ponto de vista ambiental a ser o mais responsáveis que poderíamos ser”, disse.

O presidente do município, José Trincão Marques (PS), lembrou que “infelizmente não é só essa zona [do concelho] que carece de saneamento básico”, dando como exemplo situações no centro histórico da cidade onde “há partilha de condutas de águas pluviais com esgotos”. Problemas que, vincou, têm de ser resolvidos e que, nesse sentido, tem reunido com a Águas do Ribatejo, empresa responsável e à qual já diz ter solicitado um levantamento das zonas do concelho que carecem de saneamento básico para que possa, depois, ser feita uma hierarquização. “Vamos trabalhar nessa avaliação com a AR para neste mandato conseguirmos resolver grande parte destes problemas de falta de saneamento básico na cidade e áreas rurais que é onde se verificam as maiores lacunas”, concluiu.
A AR, recorde-se, já tinha referido, em resposta a O MIRANTE, que não se encontra prevista, para o triénio 2026-2028, a expansão da cobertura de saneamento naquelas localidades, ressalvando que “os pedidos dos munícipes são registados e analisados regularmente, sendo ponderados em função de critérios técnicos, ambientais, demográficos e de viabilidade económica, dependendo em grande medida da obtenção de financiamento da União Europeia”.

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