Arruda dos Vinhos lança concurso de um milhão de euros para substituir ponte sobre o rio Grande da Pipa
A ponte actual é muito antiga, está danificada e já não responde às necessidades actuais de tráfego que ali existem, defende o presidente do município, Carlos Alves.
Arruda dos Vinhos lançou na última semana um concurso público no valor de um milhão de euros para a substituição da ponte sobre o rio Grande da Pipa. A intervenção diz respeito à chamada “ponte dos quatro caminhos”, uma infraestrutura rodoviária antiga localizada na confluência do rio Grande da Pipa com a ribeira das Salemas. A estrutura actual, refere o presidente do município, Carlos Alves, apresenta condições deficientes de conservação e de vazão, sendo frequentemente submersa em períodos de chuva intensa, o que tem originado episódios de inundação na zona.
O autarca já veio explicar que a necessidade da obra se deve à degradação da ponte e às novas exigências de tráfego e de segurança hidráulica naquele local. “A ponte actual é muito antiga, está danificada e já não responde às necessidades actuais face ao tráfego existente e à subida do caudal do rio, que gerou preocupação nas últimas intempéries”, afirmou.
Esta não é a primeira tentativa do município para avançar com a intervenção. No final de 2024, recorde-se, a autarquia tinha lançado um primeiro concurso no valor de 600 mil euros para a substituição da ponte, que liga a sede de concelho à localidade de Cardosas. No entanto, o procedimento ficou deserto e nenhum concorrente apresentou uma proposta à obra, que acabou por ficar na gaveta. Na sequência desse cenário, o projecto acabou revisto a pedido da Agência Portuguesa do Ambiente, o que levou a uma reformulação da solução técnica e ao lançamento de um novo concurso com um valor reforçado. A empreitada agora colocada a concurso, que foi publicado em Diário da República, prevê a construção de uma nova ponte rodoviária em betão, destinada a substituir a estrutura existente e a melhorar significativamente as condições de escoamento do rio, reduzindo o risco de cheias e submersão da via. O prazo de execução da obra está estimado em seis meses após adjudicação e o investimento será financiado por verbas do Estado, no âmbito dos apoios atribuídos para compensar os prejuízos provocados pelo mau tempo, registado em Dezembro de 2022.
A autarquia espera agora que o novo concurso consiga atrair empresas de construção civil, permitindo avançar com uma intervenção considerada prioritária para a segurança rodoviária e para a protecção contra cheias no concelho.


