Alcanena vai clarificar transporte a pedido após queixas de confusão
Dúvidas sobre horários, regras de utilização e funcionamento do transporte a pedido e da carrinha de saúde levaram a Câmara de Alcanena a reconhecer falhas na comunicação com a população.
A confusão em torno do funcionamento do transporte a pedido e do transporte de saúde esteve em cima da mesa na reunião de câmara de Alcanena, depois de o munícipe Joaquim Ganaipo ter pedido esclarecimentos sobre ambos os serviços. A vereadora Clara Batista reconheceu que a informação disponível nem sempre tem sido suficientemente clara e anunciou a criação de um novo folheto explicativo dirigido à população. Durante a intervenção do público, Joaquim Ganaipo questionou de que forma os munícipes podem aceder à informação sobre o transporte de saúde e o chamado transporte a pedido. Aproveitou ainda para pedir um ponto de situação sobre a criação das unidades locais de protecção civil nas freguesias de Malhou e Espinheiro.
Com o pelouro da Saúde, Clara Batista explicou que o transporte de saúde é da responsabilidade da Unidade Local de Saúde do Médio Tejo, cabendo ao município apenas apoiar na divulgação. Segundo a vereadora, todas as semanas é enviada informação às juntas de freguesia com o cronograma das deslocações, para que estas possam alertar a população. Ainda assim, admitiu que tem existido alguma confusão inicial por parte de vários munícipes, sobretudo devido à forma como as freguesias surgem organizadas na listagem. Quanto ao transporte a pedido, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Clara Batista assumiu que a informação actualmente disponível “não é esclarecedora” o suficiente, o que tem alimentado interpretações erradas. “As pessoas ficam confusas e associam o transporte a pedido como se de um táxi se tratasse”, referiu, explicando que o serviço funciona com reserva prévia, horários definidos e paragens fixas, e não em regime de recolha porta a porta. Para responder às dúvidas mais frequentes, o município vai lançar um novo folheto informativo com linguagem mais directa e ajustada às perguntas colocadas pelos habitantes.
No que respeita à criação das unidades locais de protecção civil, o vereador Gabriel Feitor explicou que o processo continua em curso. Segundo disse, em Dezembro de 2025 foi pedido às juntas de freguesia que indicassem os nomes das pessoas a integrar essas estruturas, mas há ainda situações por resolver, como a da freguesia de Malhou.


